Semana Mundial do Espaço 2026 destaca 'Revolução dos Foguetes' e nova corrida espacial

Sob o tema “Revolução dos Foguetes”, a Semana Mundial do Espaço 2026 começou no último domingo (4) e segue até o próximo sábado (10). Criada em 1999 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a celebração é considerada pela instituição como o maior evento espacial anual do mundo.
A data celebra as contribuições da ciência e da tecnologia espaciais na vida humana, além de estimular a educação e a divulgação científica. A ideia é despertar o interesse de estudantes, bem como contribuir para a formação de futuros profissionais e ampliar o conhecimento sobre as atividades espaciais.
A Semana Mundial do Espaço ocorre todos os anos na mesma data. Os dias foram escolhidos porque estão relacionados a dois marcos importantes para o setor.
O dia 4 de outubro marca o lançamento do primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik 1. Lançado pela União Soviética em 1957, o fato é tratado pela ONU como um marco do início da exploração espacial.
Já no dia 10 de outubro de 1967, entrou em vigor o tratado internacional que estabeleceu princípios para a exploração e o uso pacífico do espaço, incluindo a Lua e outros corpos celestes. O documento é chamado de “Magna Carta do Espaço”.
A edição deste ano mostra como foguetes reutilizáveis, equipes universitárias, startups e novos programas espaciais estão barateando os custos e facilitando o acesso ao espaço.
O físico, pesquisador e diretor do Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Adilson de Oliveira, explica, em entrevista à Rádio Senado, que uma nova corrida espacial está em curso. Por isso, é necessário conhecer os interesses daqueles que estão à frente da empreitada.
“É muito importante fazermos reflexões nesse momento, porque novamente nós estamos com uma corrida espacial, não somente para chegar novamente à lua, mas também em Marte. E isso tem que ser feito de uma maneira na qual esse desenvolvimento gere um bem para toda a humanidade, para não ser uma atividade exclusivamente explorada por um único país”, disse.
Na visão do pesquisador, é preciso que a população compreenda que a ciência está presente em atividades do dia a dia – mesmo nas que parecem distantes da pesquisa espacial.
“Quando a gente pensa em atividades humanas como uma partida de futebol ou as próprias eleições, a gente sabe que todas essas atividades são feitas por um grupo, por um número muito grande de pessoas. E tudo isso, de alguma forma, a física também consegue descrever quando descreve aquilo que a gente chama de sistemas complexos”, falou à Rádio Senado.
Para celebrar a Semana Mundial do Espaço, o Clube de Astronomia Centauri, com sede no município de Itapetininga, no interior de São Paulo, vai realizar um encontro virtual para falar da importância das conquistas espaciais para o presente e o futuro da humanidade.
A ação está programada para ocorrer entre 7 e 10 de outubro. Os eventos serão gratuitos.



