Trump diz que Putin aceitou convite para Conselho de Paz, mas Rússia fala em avaliação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente russo Vladimir Putin concordou em participar do chamado Conselho de Paz, órgão proposto pelos americanos com o objetivo de supervisionar a reconstrução de Gaza.
Trump participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e foi questionado sobre o convite feito a Putin. O nome é considerado polêmico, principalmente porque a Rússia está em guerra com a Ucrânia — conflito que desagrada vários países, como os da Europa. O presidente americano reconheceu que isso é verdade e disse que há pessoas controversas na equipe, mas que são pessoas que fazem o trabalho.
Pouco depois, a agência Reuters publicou que Putin comentou o assunto e disse que, na verdade, o convite ainda está sendo considerado. Mesmo assim, Trump afirmou a jornalistas que o presidente russo aceitou o convite. Com isso, há uma espécie de guerra de versões sobre o que realmente aconteceu.
Sobre o Conselho de Paz, até o momento, o que se sabe é que a Noruega anunciou que não vai participar do grupo. Ontem, Trump criticou duramente o país por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz e misturou esse assunto com a ambição dele de controlar a Groenlândia. Vale lembrar que o prêmio é concedido por um comitê norueguês independente e não tem relação com o governo do país.
Outros líderes também receberam o convite para integrar o conselho, entre eles o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Até agora, não há resposta se ele aceita, se aceitou ou se vai aceitar o convite.
Ainda em Davos, Trump comentou rapidamente sobre o acordo envolvendo a Groenlândia, que ele anunciou mais cedo e que teria motivado o recuo em relação às tarifas. Ele não deu muitos detalhes e afirmou apenas que as informações serão divulgadas muito em breve. Disse também que é uma proposta que “garante tudo o que nós precisávamos”, referindo-se aos americanos.
Questionado sobre a duração desse acordo, Trump foi enfático ao afirmar que se trata de um acordo “para sempre”, o que ele chamou de um acordo infinito. Apesar das declarações, ainda não há nenhuma informação concreta sobre o conteúdo do acerto, e as falas do presidente americano acabaram aumentando as dúvidas sobre o que, de fato, foi acordado.







