janeiro 23, 2026

Zema minimiza divisão da direita e diz que campo conservador vai se unir no 2º turno


O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, minimizou a divisão da direita na disputa presidencial de 2026 e disse não ver problemas no excesso de candidaturas no campo conservador.

O governador mineiro lançou a pré-candidatura à Presidência em agosto do ano passado. Na época, ele admitiu que tudo pode mudar a depender da conjuntura política e das exigências do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem é aliado.

Com Jair Bolsonaro inelegível, o filho do ex-presidente e senador Flávio Bolsonaro tem ganhado força segundo as mais recentes pesquisas eleitorais, mas há outros nomes como os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Paraná, Ratinho Junior, e de Goiás, Ronaldo Caiado.

Em simulações de primeiro turno, o nome do governador mineiro marca de 2% a 5%, a depender dos adversários.

Ao participar de um evento com representantes da área da saúde em São Paulo, Romeu Zema não citou diretamente as articulações do ex-presidente para emplacar a candidatura do filho. E defendeu a candidatura própria e de outros nomes da direita:

“Ter mais candidatos não significa divisão, não significa pulverização, muito pelo contrário, vai significar mais votos. Qualquer partido hoje no Brasil que fala ‘eu tenho mais um candidato’, se esse candidato levar mais um voto, o partido já está ganhando. E nós estaremos todos juntos, sim, no segundo turno, e isso é o que vai acontecer. No primeiro turno, com certeza, teremos alguns candidatos, mas no segundo turno todos estaremos unidos contra a esquerda.”

O governador ainda comentou a análise que o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais iniciou para apurar o uso de aeronaves oficiais pelo governador para eventos de pré-campanha eleitoral.

Conforme a reportagem do jornal o Globo, os valores dos voos, em 2025, teriam custado cerca de R$ 1,5 milhão, gasto que ultrapassa até o do ano eleitoral de 2022, quando Zema utilizou R$ 1,4 milhão para abastecer aviões em sua campanha para o governo de Minas.

Questionado pela CBN sobre o assunto, Zema disse que a reportagem se baseou em uma viagem que precisou fazer a Campinas, no interior de São Paulo, porque se atrasou após um compromisso no Rio de Janeiro.

Zema disse que há uma perseguição política e midiática nesse caso:

“Convido quem está anunciando essas questões que compare a minha quantidade de voos com os ex-governadores Pimentel, Anastasia e Aécio Neves para ver que eu voo a metade. Apesar de voar a metade, tenho sido considerado como alguém que está usando de forma inadequada a aeronave. Se fosse nos governos antigos, nenhum jornal iria falar nada, porque esses dados ficavam trancados cinco anos.”

Segundo o Tribunal de Contas, o pedido foi protocolado por parlamentares da oposição, e, agora, a Presidência avalia a legalidade da ação.

Se for admitida, a representação passa a ser um processo e um relator será designado.



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