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Zico sobre Copa do Mundo de 2026: 'Brasil não está numa distância grande de França e Espanha'

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maio 10, 2026
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Zico sobre Copa do Mundo de 2026: 'Brasil não está numa distância grande de França e Espanha'


O ex-jogador Zico demonstrou otimismo com a seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao CBN Esportes, neste domingo (10), o ídolo afirmou que vê equilíbrio entre as principais seleções do mundo e acredita que o Brasil segue próximo de potências como França e Espanha.

Para Zico, França e Espanha conseguiram um avanço recente por conta da continuidade de trabalho e da renovação de gerações, mas sem abrir larga vantagem sobre os demais adversários.

“Eu tenho falado muito a respeito de duas seleções que deram um saltinho de qualidade maior por manutenção e evolução, que é a seleção francesa e a seleção espanhola. (…) Mas, no mais, está tudo igual, cara. Está tudo mesmo nível. E não vejo, assim, o Brasil numa distância grande, tanto de França quanto de Espanha”, avaliou.

O ex-camisa 10 também elogiou a chegada de Carlo Ancelotti ao comando da Seleção e destacou a capacidade do treinador de recuperar o comprometimento dos jogadores com a equipe brasileira. “É lógico que a gente está com um treinador de alto nível, um treinador que pode muito bem trazer de volta um grande comprometimento dos jogadores com a seleção brasileira, que eu acho que é isso que pode ser o mais importante e decisivo nessa Copa do Mundo“, disse.

Zico atuando pela Seleção Brasileira — Foto: Divulgação

Segundo Zico, Ancelotti reúne conhecimento técnico e experiência suficiente para potencializar os atletas brasileiros. “Ele sabe do que o jogador brasileiro é capaz, jogou contra, jogou do lado, foi treinador, teve sucesso como treinador com os brasileiros“, relembrou.

‘Zico, O Samurai de Quintino’

Ao longo da entrevista, Zico comentou os bastidores do documentário “Zico, O Samurai de Quintino”, que retrata sua carreira, a relação com a família, o Flamengo e personagens marcantes de sua trajetória, como Roberto Dinamite.

Segundo ele, o filme buscou fugir do formato tradicional de depoimentos ensaiados. “Ninguém estava olhando para a câmera, ninguém sabia que tinha câmera, que estava filmando. Parecia um papo de botequim“, definiu.

“Eu vi cinco vezes, em lugares diferentes. E eu me emocionei. Cada hora, de algum lugar do filme, eu me emocionava”, revelou.

Zico também destacou o clima criado durante as gravações e elogiou o trabalho da equipe liderada pelo diretor João Wainer. “Passou um certo tempo que dava vontade de sair toda hora para o set para ficar naquele ambiente“, disse.

‘Zico, O Samurai de Quintino’ — Foto: Divulgação

Relação com o Japão e o “Espírito Zico”

Diretamente de Kashima, no Japão, onde vive há mais de duas décadas, Zico também relembrou a decisão de aceitar o desafio de atuar no futebol japonês no início dos anos 1990. O tema é um dos pilares do documentário ‘Zico, O Samurai de Quintino’. “Tomei a decisão em instinto. E acho que tomei a decisão certa naquela época“, disse.

Zico foi um dos grandes responsáveis pela popularização do futebol profissional japonês e se tornou símbolo do Kashima Antlers, clube que carrega até hoje o chamado “Espírito Zico”, lema baseado em valores como trabalho, lealdade e respeito.

“É gratificante ver que realmente você plantou uma semente que deu certo e deu frutos”, refletiu.



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