março 11, 2026

Cinco ex-integrantes da cúpula da PM do DF, condenados no 8 de janeiro, são presos

Cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal se entregaram e estão presos após o fim dos recursos, por determinação do STF. Os militares foram sentenciados a 16 anos de detenção por golpe de Estado, abolição violenta Estado Democrático de Direito e dano patrimônio público. O grupo, agora, cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.
Cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal se entregaram e estão presos após decisão do Supremo Tribunal Federal no inquérito que apura os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A ordem de prisão foi executada depois do término de todos os recursos contra a condenação a 16 anos de prisão. A ordem atinge Fábio Augusto Vieira: comandante-geral da Polícia Militar do DF no dia dos ataques;/ Klepter Rosa Gonçalves- então subcomandante-geral;/ além dos coronéis Jorge Naime / Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra / e Marcelo Casimiro Rodrigues.
Os cinco foram condenados por unanimidade pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, além da perda dos cargos públicos Segundo a Procuradoria-Geral da República, os oficiais tinham conhecimento do risco de invasão às sedes dos Três Poderes e meios para impedir os ataques, mas não agiram para evitar a destruição.
Para o analista político Melilo Diniz, a prisão dos ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar representa mais do que uma punição individual, mas sim um recado importante para a politização das forças armadas:
“Agora, o que nós temos é uma afirmação mais do que um recado, uma afirmação clara, precisa e evidente acerca daqueles que ao romper a lei, ao deixar a política partidária ou as opções ideológicas entrarem no dia-a-dia de uma corporação tão importante, historicamente tão relevante, como ocorreu com a polícia militar do Distrito Federal, que a punições e essas punições, mais do que concretas, elas trazem para o debate interno das corporações o distanciamento desse universo político ou ideológico”.
Após se apresentarem, os militares passaram por exames no Instituto Médico Legal e foram encaminhados ao 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, o mesmo local onde já estão presos o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex- secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres e o ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques.



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