EUA preparam operação para tomar controle do Estreito do Ormuz, afirma mídia israelense

O governo israelense identificou que os Estados Unidos estão preparando uma possível operação militar para assumir o controle do Estreito de Ormuz, região onde passa cerca de 20% do comércio de petróleo mundial e está sob domínio do Irã. A informação é do site de notícias de Israel, Kan News.
Segundo a reportagem, a expectativa, caso a ação vá adiante, é de um prolongamento da guerra no Oriente Médio.
O veículo afirma que as forças americanas estão se reforçando na região, incluindo o envio do navio de assalto USS Tripoli, enquanto Washington se prepara para contra-atacar o bloqueio iraniano da via navegável estratégica.
Uma fonte israelense disse à Kan que a operação pode durar cerca de duas semanas, mas os combates podem continuar por mais algumas semanas se o Irã mantiver as restrições à navegação pelo estreito.
A reportagem acrescenta que Israel deverá apoiar inicialmente a operação liderada pelos EUA, fornecendo informações de inteligência, provavelmente em conjunto com os estados do Golfo Pérsico.
Trump considera operação terrestre no Irã
Coluna de fumaça após ataque israelense em Teerã, capital do Irã. — Foto: AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que considera uma operação com tropas terrestres, possivelmente na costa iraniana, em meio a uma possível nova fase do conflito com o Irã.
O envio de militares pode ampliar as opções da Casa Branca, que analisa expandir as ações americanas, já na terceira semana da guerra. Entre as alternativas discutidas está garantir a passagem segura de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, principalmente com uso de forças aéreas e navais.
Nessa quarta-feira (18), o Irã anunciou ataques a instalações de energia ligadas aos Estados Unidos, após ter acusado os norte-americanos e Israel de bombardear a infraestrutura energética do país. Entre os alvos atacados estava a Cidade Industrial de Ras Laffan, a maior instalação mundial de gás liquefeito, localizada no Catar.
O ataque foi uma resposta à ofensiva sofrida no campo de gás South Pars, parte da maior reserva do mundo e cerne do sistema de energia doméstica da República Islâmica.
O bombardeio de Israel, feito com consentimento de Trump, foi a primeira investida contra a infraestrutura de produção de combustível fóssil iraniana desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
O Irã acusa monarquias árabes do Golfo Pérsico de permitir que as forças americanas usem seus territórios e espaço aéreo para lançar ataques contra Teerã.
Nessa quarta-feira (18), o governo israelense anunciou que o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, foi morto em um ataque.
Segundo a mídia israelense, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, autorizou os militares a matar qualquer alto funcionário iraniano que esteja ao alcance do Exército.
Destruição no Irã após ataques dos Estados Unidos e de Israel. — Foto: Iranian Red Crescent / AFP








