Prefeitura de Juiz de Fora organiza comissões para acelerar reconstrução da cidade após chuvas

A prefeitura de Juiz de Fora, na Zona da Mata, montou duas comissões para acelerar a reconstrução da cidade após as fortes chuvas e definir áreas que não poderão ser mais ocupadas. Trinta dias depois dos eventos climáticos extremos, o principal problema a ser enfrentado é o da habitação, já que 2 mil imóveis foram totalmente impactados. Na próxima semana, o município e a Caixa Econômica iniciam a compra assistida de moradias para vítimas das chuvas.
Um mês após as fortes chuvas que deixaram 65 mortos e 700 famílias desabrigadas em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, a prefeitura montou duas comissões para acelerar a reconstrução da cidade e redefinir áreas que não poderão mais ser ocupadas. Neste primeiro momento, o foco é resolver o problema habitacional, já que cerca de 2 mil imóveis na cidade foram totalmente impactados, segundo a Defesa Civil.
Em entrevista à CBN, a prefeita Margarida Salomão, do PT, confirmou que deve ser iniciado, já na próxima semana, o programa “Compra Assistida” juntamente com a Caixa Econômica Federal. Assim como na tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul, em 2024, terão direito a uma moradia as famílias de Juiz de Fora que perderam tudo e que têm renda de até R$ 4.700. O limite de valor por imóvel é de R$ 200 mil.
A prefeita afirmou que as documentações já foram enviadas à instituição financeira para início do programa. Em paralelo, segundo Margarida, a Defesa Civil segue fazendo vistorias para verificar quais casas têm condições de reocupação com segurança.
“Nós estamos avançando com as vistorias da Defesa Civil para verificar quais imóveis que foram, num primeiro momento desocupados, mas que com as condições estabilizadas podem voltar a receber os seus moradores. Então isso diminui a demanda e a necessidade que nós hoje reconhecemos. Mas existem aquelas pessoas não só tiveram as suas moradias destruídas como aquelas que estão interditadas no definitivo e não tem como voltar para aquele lugar onde elas moravam. É esse público que nós temos nesse momento em foco”, afirmou.
Além da questão da habitação, outra frente de trabalho reúne universidades públicas e entidades da sociedade civil para discutir o reordenamento urbano de Juiz de Fora. A prefeita Margarida Salomão afirmou que em bairros como o Parque Burnier, onde foram registradas a maior quantidade de deslizamentos e mortes, várias áreas não poderão mais ser reocupadas. O objetivo, segundo ela, é criar um plano municipal com novas regras para localidades em risco.
“Nós estamos discutindo o tema da resiliência urbana depois deste grande desastre e a intenção é sair daí um plano de ação, inclusive envolvendo mudanças em normas de ocupação de terrenos ou de padrão construtivo. Ou seja, aquilo que for necessário para que nós venhamos a ter daqui por diante uma cidade mais segura para os seus moradores”, afirmou.
Um mês após as fortes chuvas, a prefeitura também informou que foram recebidas mais de 400 toneladas de doações entre alimentos, produtos de higiene e itens de uso pessoal, sendo a metade distribuída para as famílias atingidas.
Na questão econômica, o Saque-Calamidade solicitado por 91 mil pessoas injetou R$ 160 milhões no município. Além disso, a prefeitura recebeu antecipações de recursos federais e estaduais que somam R$ 500 milhões para a reconstrução.








