março 28, 2026

CPMI do INSS rejeita relatório final que pedia indiciamento de mais de 200 pessoas


A CPMI do INSS rejeitou o relatório final dos trabalhos que indiciava mais de 200 pessoas. Após sessão de mais de 15 horas, o texto foi vetado por 19 votos a 12. Com isso, o colegiado chegou ao fim sem ter um documento formal.

O parecer do deputado Alfredo Gaspar recomendava o indiciamento de parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais e entidades associativas, além do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Do outro lado, governistas defendiam que a Comissão analisasse um texto alternativo, apresentado nessa sexta-feira (27).

O documento recomendava o indiciamento de 130 pessoas, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No entanto, o presidente da CPMI, Carlos Viana, encerrou a sessão sem analisar o relatório do governo.

Após o encerramento da sessão, Viana acrescentou que uma cópia do texto será enviada para todos os órgãos de fiscalização. O líder do governo na CPMI, Paulo Pimenta, afirmou que a base foi impedida de fazer com que a Comissão concluísse os trabalhos.

O clima tenso entre ambos os lados, marcou a sessão dessa sexta-feira (27). Em determinado momento, o deputado Lindbergh Farias chamou o relator, Alfredo Gaspar, de estuprador. Em resposta, o petista foi acusado de ser um bandido, criminoso e cafetão.

Gaspar anunciou que deve processar Lindbergh e acionar o Conselho de Ética pela discussão protagonizada pelos dois. O presidente da Comissão considerou a declaração do petista como grave e ameaçou o retirar da sala. Viana pediu respeito e retomou a palavra para Gaspar, sem que Lindbergh fosse obrigado a sair do local.

O embate começou após Lindbergh questionar declarações de Gaspar. A equipe do petista também avalia possíveis medidas jurídicas.

A CPMI do INSS foi criada para apurar suspeitas de descontos irregulares aplicados a benefícios previdenciários, especialmente por entidades associativas. O requerimento para a criação da Comissão foi apresentado em 2025, após investigações da PF e da Controladoria-Geral da União apontarem um esquema bilionário de cobranças indevidas.

Ouça os destaques do Jornal da CBN:



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