abril 2, 2026

Itália pede corredor humanitário no Estreito de Ormuz para passagem de fertilizantes


Em um discurso na reunião da coalizão com 40 países para a reabertura do Estreito de Ormuz, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, defendeu a necessidade de um processo com a ONU para criar rapidamente um ‘corredor humanitário’ no local.

Segundo ele, isso seria principalmente para fertilizantes e para tudo o que for necessário para evitar uma nova crise alimentar, especialmente nos países africanos.

‘Garantir o transporte de fertilizantes e outros bens humanitários pelo Estreito de Ormuz é vital’, afirmou o Ministério em um comunicado.

A medida teve apoio do ministro holandês e o vice-ministro dos Emirados Árabes Unidos,

Entre os países confirmados na reunião estão Reino Unido, França, Itália, Alemanha e os países do Golfo, para desenvolver um plano.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que a prioridade de seu governo, em relação à guerra, é a reabertura do Estreito de Ormuz para aliviar o custo de vida. Starmer afirmou repetidamente que o Reino Unido se manterá fora do conflito.

A via navegável, vital para o transporte global de petróleo e gás, foi efetivamente fechada pelo Irã após os ataques israelenses e americanos no início deste ano, com permissão para transitar apenas por navios iranianos e algumas outras embarcações.

Sete milhões de pessoas se voluntariaram para lutar em invasão terrestre dos EUA, diz Irã

Destruição no Irã após ataques dos Estados Unidos e de Israel. — Foto: Iranian Red Crescent / AFP

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirma que sete milhões de iranianos estão prontos para lutar contra qualquer invasão terrestre dos Estados Unidos ao Irã. Segundo ele, esse número se voluntariou para enfrentar o exército americano.

Qalibaf, cujo nome tem sido mencionado como possível parceiro de negociação com os EUA, tem publicado uma série de mensagens online desafiando os Estados Unidos desde o início da guerra.

‘Neste momento, em menos de uma semana, uma poderosa campanha nacional que varre o país mobilizou cerca de 7 milhões de iranianos que já se apresentaram e declararam estar prontos para pegar em armas e defender nossa nação’, escreveu ele nas redes sociais.

Essa afirmação circula nas redes sociais há dias. O presidente do Parlamento é o primeiro alto funcionário a mencioná-la no Irã, que possui cerca de 90 milhões de habitantes.

Não está claro de onde vem esse número, mas a mídia estatal e campanhas por mensagens de texto têm incentivado as pessoas a se voluntariarem.

O governo também convocou soldados aposentados a manifestarem interesse em lutar, enquanto a força paramilitar voluntária Basij, ligada à Guarda Revolucionária, começou a aceitar crianças a partir de 12 anos em suas fileiras.



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