abril 2, 2026

Irã elabora protocolo com novas regras para navegação no Estreito de Ormuz


O Irã está elaborando um protocolo ao lado de Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pela agência de notícias oficial IRNA, citando o vice-ministro das Relações Exteriores, Kezem Gharibabadi.

Gharibabadi declarou à Sputnik, agência de notícias estatal russa, que o Irã está quase concluindo seu projeto de protocolo, que estabeleceria um novo regime de navegação no Estreito de Ormuz

‘A minuta deste protocolo encontra-se atualmente na fase final de preparação. Assim que estiver pronta, iniciaremos as negociações com Omã para que possamos elaborar um protocolo conjunto’.

Gharibabadi explicou então que o protocolo significaria que, em tempos de paz, todas as embarcações que passassem pelo estreito teriam de ter todos os acordos necessários com os estados costeiros – Irã e Omã – e obter as autorizações e licenças necessárias com antecedência.

Macron afirma que é irrealista reabrir Estreito de Ormuz à força em embate com Trump

Presidente da França, Emmanuel Macron, em visita ao Chipre. — Foto: GONZALO FUENTES / POOL / AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (2) que seria irrealista lançar uma operação militar para forçar a abertura do Estreito de Ormuz. A fala ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter desafiado os países que usam o local a trabalharem para a sua reabertura.

Em visita à Coreia do Sul, Macron disse que ‘algumas pessoas defendem a ideia de libertar o Estreito de Ormuz à força, por meio de uma operação militar, uma posição por vezes expressa pelos Estados Unidos, embora tenha variado’.

‘Essa nunca foi uma opção que apoiamos, porque é irrealista. Levaria uma eternidade e exporia todos aqueles que atravessam o estreito aos riscos dos guardiões da revolução, bem como a mísseis balísticos’, acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, debochou do presidente francês, Emmanuel Macron, e da sua esposa, Brigitte Macron, após criticar diversos líderes da OTAN por não participar da guerra contra o Irã.

Do outro lado, Macron declarou que as falas não foram elegantes para um chefe de estado. Ele disse a Trump que a guerra no Irã exige uma abordagem ‘séria’, no ataque mais contundente de um aliado ao presidente americano desde o início do conflito.

Em declarações à imprensa na Coreia do Sul, o líder francês afirmou que o conflito ‘não é um espetáculo’ e que Trump não deveria fazer declarações contraditórias sobre seus objetivos.

‘Quando se quer falar sério, não se diz todos os dias o oposto do que se disse no dia anterior. E talvez não se deva falar todos os dias. Deve-se simplesmente deixar as coisas se acalmarem’.

O vídeo foi brevemente publicado no canal do YouTube da Casa Branca, que posteriormente bloqueou o acesso.

Trump se referia a um vídeo viral de maio que mostrava Brigitte Macron colocando as duas mãos no rosto do presidente francês, em um gesto que parecia ser um tapa. Na época, a primeira-dama e o presidente disseram que se tratava de uma discussão de casal.

A classe política francesa reagiu com indignação a esta declaração do presidente americano.

Trump continuou e afirmou que disse ao presidente francês que ‘adoria ter alguma ajuda no Golfo, embora estejamos batendo recordes em eliminar pessoas más e derrubar mísseis balísticos’.

‘Adoraríamos ter alguma ajuda. Se possível, poderia enviar navios imediatamente, por favor?’, teria questionado.

O republicano, então, imitando sotaque da França, disse que Macron respondeu que não poderia fazer isso agora: ‘Podemos fazê-lo após a guerra ser vencida’.

Todas as falas ocorreram em um almoço fechado na Casa Branca, mas que vídeos foram publicados nas redes sociais.

Presidente da França, Emmanuel Macron, e dos Estados Unidos, Donald Trump. — Foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP



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