Tarcísio diz que “não adianta compartilhar paternidade” após Haddad falar de investimentos federais em SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou a oposição por, nas palavras dele, tentar se apropriar de obras de grande porte para o estado, como o Trecho Norte do Rodoanel e a Linha 17-Ouro, entregue no mês passado.
A fala aconteceu durante o Congresso dos Municípios, com presença de nomes como o presidente do PSD, Gilberto Kassab, o prefeito de capital Ricardo Nunes (MDB) e o pré-candidato ao Senado Guilherme Derrite (Progressistas).
Na última sexta-feira, o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, divulgou vídeos atribuindo ao governo federal algumas obras no estado. O petista afirma no material de divulgação que o governo paulista esconde os investimentos federais no Trem Intercidades e nas obras de expansão do Metrô, além da renegociação da dívida de São Paulo.
Tarcísio de Freitas não citou diretamente o nome de Haddad, mas criticou a disputa pelo protagonismo das obras:
“O que chama a atenção é como isso tem incomodado a alguns. Tem incomodado a oposição, que coloca até propaganda na TV para tentar se apropriar da obra alheia, dizendo: ‘olha, em algum momento no passado o BNDES ou a Caixa emprestou um dinheiro’. E aquela obra ficou parada uma série de anos. Se esperou aqui em São Paulo o Rodoanel por mais de 20 anos, se esperou a linha 17 por mais de 12 anos. Não adianta vir compartilhar paternidade agora que isso é uma grande bobagem.”
Questionado por jornalistas se a fala era direcionada a Haddad, Tarcísio disse: “se a carapuça servir”.
O governador de São Paulo e o presidente Lula estiveram juntos no mesmo palanque pela última vez em fevereiro do ano passado, no lançamento do edital do túnel Santos-Guarujá.
No mês passado, Lula esteve em São Paulo no mesmo dia em que houve a inauguração da linha 17-Ouro do Metrô, mas não compareceu à cerimônia.
Já em fevereiro, Tarcísio não esteve com o presidente no Instituto Butantan, para o anúncio de investimentos destinados à ampliação da infraestrutura e da capacidade produtiva de vacinas e soros.







