Gripe avança antes do inverno e leva governo a antecipar vacinação

Os casos de gripe quase dobraram em todo país nos três primeiros meses do ano. De acordo com o Instituto Todos pela Saúde, foram 3.584 registros entre janeiro e março, contra 1.838 no mesmo período do ano passado.
O crescimento de casos também se reflete na gravidade dos quadros, com mais de 800 mortes por vírus respiratórios. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave foram anotados em 2026.
Campanha de vacinação antecipada
A circulação antecipada do vírus da gripe já provoca impactos nas grandes cidades brasileiras, com aumento na procura por unidades de saúde. Por isso, o governo federal antecipou a campanha de vacinação contra a gripe.
Até o momento, quase 6 milhões de doses foram aplicadas, sendo 4,2 milhões em públicos prioritários, que são crianças, gestantes e idosos. Apenas no Dia D, foram 1,9 milhão de doses — a meta é imunizar 90% deste grupo.
A infectologista Carla Kobayashi, do hospital Sírio-Libanês, aponta que as mudanças no comportamento dos vírus após a pandemia alteraram o padrão sazonal, inclusive no hemisfério norte, antecipando os casos que antes se concentravam no período do inverno.
“No hemisfério Norte, houve aumento da circulação do vírus antes do outono. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta global em dezembro do ano passado, apontando maior número de infecções por influenza na América e na Europa.”
Além disso, o ministério da Saúde enviou mensagens por celular para incentivar a população a procurar os postos de vacinação. A estratégia segue até o dia 30 de maio, para antecipar a proteção antes do inverno, período de maior circulação do vírus.
No Norte, os estados só terão campanha de vacinação contra a gripe no segundo semestre do ano, no chamado inverno amazônico, como ocorre todos os anos.
Além da vacina contra a gripe, o SUS também oferece outro imunizante para proteção contra vírus respiratórios para gestantes a partir da 28ª semana. Bebês e crianças com comorbidades de até 23 semanas também recebem vacina complementar.








