Excesso de endividamento em empresas de capital aberto; quais os riscos?

Sim, é bom ficar atento sobre o que está acontecendo. O Valor Econômico é um dos mais importantes jornais de economia do mundo. E o que o jornal viu, numa reportagem da Adriana Mattos e da Fernanda Guimarães, é que diversas empresas de capital aberto, quando publicaram o balanço mais recente (que é a prestação de contas), soltaram também um alerta, dizendo que as dívidas eram muito altas e que poderiam comprometer a continuidade dos negócios a longo prazo. Que é grave.
Entre essas empresas estão a Raízen e o Grupo Pão de Açucar, que pediram recuperação extrajudicial. E aí, concretamente, quem investia em títulos de renda fixa dessas empresas, teve que aceitar as novas condições de pagamento.
Esses títulos de renda fixa que as empresas emitem são chamados de crédito privado e acabam sendo oferecidos pros investidores de diversas formas. Pode ser uma debênture, um CRI, um CRA, um fundo de investimento, um fundo imobiliário e até um COE, um Certificado de Operações Estruturadas.
Aí tem um ponto importante porque se o título for emitido por uma empresa de capital aberto, tem uma série de informações que a empresa tem que divulgar, e o investidor fica sabendo. Se for uma empresa de capital fechado, as informações são mais restritas.
A gente está num ambiente de juros muito altos, que é bom para o investidor, mas ruim para quem precisa tomar empréstimos. Aí, para não ser pego de surpresa, o investidor precisa saber bem onde está investindo. Porque nenhum desses títulos de empresas tem a garantia do FGC.
Essa notícia é relevante. E é importante os investidores olharem a carteira para ver se tem algum título de crédito privado, se tiver, conversar com o assessor financeiro para entender o que pode acontecer, mas sem decidir vender a aplicação ou comprar mais. Não é um desespero, mas merece cuidado.







