PF não encontra interferências externas na morte de 'Sicário' de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal concluiu as principais linhas de investigação sobre a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como o “Sicário” do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e concluiu que não houve nenhum tipo de interferência externa. A informação é do colunista do Jornal O Globo e comentarista da CBN, Lauro Jardim.
Luiz Phillipe foi preso junto com Vorcaro em uma das fases da operação Compliance Zero, no início de março, e atentou contra a própria vida na superintendência da PF em Belo Horizonte.
Uma das hipóteses analisadas pela PF foi a de possível instigação ao suicídio a partir de contatos com policiais da custódia e de ligações telefônicas feitas por Luiz Phillipe enquanto ele estava preso. No entanto, essa linha de apuração não se confirmou. A conclusão dos investigadores é que não se constatou interferência externa no ato do Sicário de se enforcar com uma camisa de manga comprida.
Ainda segundo a PF, toda a ação foi devidamente registrada por câmeras de segurança, sem pontos cegos. Os registros foram repassados ainda ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator da operação Compliance Zero no tribunal.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o “Sicário” atuava como operador do banqueiro Daniel Vorcaro em uma espécie de milícia privada. Ele trocava mensagens com o banqueiro no grupo chamado “A Turma”, que atuava no monitoramento e no levantamento de dados de adversários e inimigos de Vorcaro. Ele recebia, segundo as anotações, pagamentos mensais de um milhão de reais para atuar como Sicário de Daniel Vorcaro.
Ainda nas trocas de mensagens entre o banqueiro e Luiz Phillipe foram identificadas tentativas de ações para intimidar desafetos de Vorcaro. Entre os registros, constam menções diretas a ameaças direcionadas ao jornalista Lauro Jardim.
A reportagem CBN conversou com o advogado de defesa do Luiz Phillipe, mas ele disse que não teve acesso ainda à conclusão do inquérito e que prefere se manifestar apenas depois de ler o documento.







