abril 12, 2026

EUA e Irã negociam plano definitivo de paz no Oriente Médio


As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã entraram em uma nova fase em Islamabad, no Paquistão, com a retomada das reuniões.

O primeiro encontro durou cerca de duas horas. Depois de uma pausa para o jantar, as delegações voltaram à mesa e passaram a trocar documentos por escrito para alinhar os pontos discutidos. Essa etapa serve para confirmar consensos antes de novos avanços.

Do lado americano, o vice-presidente JD Vance lidera as conversas. Já lado iraniano, participam o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, e o chanceler Abbas Araghchi.

Irã condiciona negociação à liberação de ativos

Um dos principais pontos é o desbloqueio de recursos iranianos. Fontes próximas à delegação de Teerã afirmam que a participação nas negociações só aconteceu depois de uma decisão americana de liberar os ativos congelados. A medida era uma das principais exigências do Irã. Os Estados Unidos ainda não confirmaram oficialmente.

Estreito de Ormuz está no centro das negociações

Outro eixo central é o Estreito de Ormuz, que segundo a mídia iraniana é tratado neste momento para alcançar um “quadro comum às negociações”. O local segue com restrições, mesmo após o cessar-fogo. Mas já há movimentações.

Dois superpetroleiros chineses cruzaram a região. Foram as primeiras grandes embarcações desde o início da trégua. Ao mesmo tempo, dois navios militares americanos atuam na região para tentar remover minas navais, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Apesar dos avanços, o presidente Donald Trump afirmou que não sabe se as negociações terão sucesso, mas disse que vai avaliar em breve se o Irã age de boa-fé.

Israel mantém ataques no Líbano após cessar-fogo

O terceiro ponto crítico é o Líbano. Israel mantém ataques no país, mesmo após o cessar-fogo. Nas últimas horas, novos bombardeios deixaram pelo menos oito mortos no sul do país. Desde o início do conflito, já são mais de 2 mil mortos e mais de 6 mil feridos no país.

O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que continuará atacando o Irã e seus aliados.

No cenário internacional, o presidente da França, Emanuel Macron, cobrou a retomada da navegação segura no Estreito de Ormuz e reforçou o respeito ao cessar-fogo, inclusive no Líbano.

Já o Papa fez um apelo direto pelo fim da guerra. Criticou o que chamou de “demonstração de poder” e pediu o fim do conflito.

No campo econômico, o impacto segue. O preço do barril de petróleo do tipo Brent segue estável, na casa dos 95 dólares. É o mesmo patamar da última semana, quando começou o cessar-fogo temporário entre Estados Unidos, Israel e Irã.



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