maio 5, 2026

Após prisão do deputado Thiago Rangel, Secretaria de Educação do Rio vai revisar contratos de obras em escolas


Além dele, outras seis pessoas foram presas na quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio.

De acordo com a Polícia Federal, Rangel teria influência sobre obras e serviços em escolas da Diretoria Regional Noroeste, com destaque para Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, a principal base política dele.

A suspeita é de um esquema em que contratos de obras e reparos seriam direcionados a empresas previamente escolhidas. E parte do dinheiro público pago nesses contratos teria retornado ao grupo investigado por meio de saques, transferências e movimentações via empresas.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Além dos sete mandados de prisão preventiva, foram expedidas 12 ordens de busca e apreensão. A decisão menciona indícios de crimes como organização criminosa, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

As investigações ganharam força a partir da análise de materiais apreendidos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Esses documentos estavam em gabinetes e espaços ligados ao então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, que já foi preso e acabou cassado.

Entre os itens encontrados, chama atenção uma planilha com nomes de deputados e indicações de cargos em órgãos do governo estadual. Bacellar aparece como um possível elo nesse esquema, ainda que ele não seja alvo de prisão nesta fase da operação.

Segundo a Polícia Federal, ele teria influência sobre a Secretaria de Educação e poderia ter atuado como intermediador na liberação de obras para Rangel. Também há menção a uma suspeita de financiamento eleitoral de quase 3 milhões de reais para campanhas ligadas à base política do deputado.

Depois de toda essa repercussão, a Secretaria de Educação informou que estabeleceu um teto de 130 mil reais para pequenos reparos em escolas. Acima desse valor, as obras passam a ser classificadas como de maior porte e ficam sob responsabilidade da Empresa de Obras Públicas do Estado, na tentativa de aumentar o controle.

A defesa do deptado Thiago Rangel nega todas as acusações. Em nota, o gabinete dele disse que a prisão foi recebida com surpresa e argumenta que a atuação junto à Secretaria de Educação fazia parte do papel fiscalizador do mandato.

Já a Alerj informou, em nota, que está à disposição para colaborar com as investigações.



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