EUA e Irã chegam a acordo para reabertura gradual em Ormuz, afirma mídia árabe

Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo inicial para um fim gradual do bloqueio do Estreito de Ormuz, segundo o veículo de comunicação árabe al-Hadath.
Uma reportagem com fontes dos dois países afirma que as negociações estão progredindo e o Irã se comprometeu em reabrir gradualmente o estreito, enquanto os EUA irão aliviar o bloqueio naval aos portos.
De acordo com a publicação, ‘uma solução para permitir a saída dos navios bloqueados poderá ser alcançada em poucas horas’.
O presidente dos Estados Unidos deu 48 horas para que o Irã aceite os termos de um acordo de paz definitivo, sob pena de sofrer novos bombardeios. A ameaça foi feita após o portal americano Axios revelar que os dois governos trabalham em um memorando de apenas uma página para encerrar a guerra.
O plano contém 14 pontos-chave que buscam um cessar-fogo imediato e o fim da paralisia econômica global causada pelo conflito.
Um dos pilares do acordo é a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
Segundo o Axios, o acordo prevê uma moratória no enriquecimento de urânio por parte do Irã, mas Trump exige ter acesso às reservas que o regime já processou.
Teerã resiste à ideia de transferir esse material para fora de seu território, o que mantém o risco de um impasse nas próximas horas.
O governo iraniano classificou os detalhes vazados pela imprensa como uma “lista de desejos americanos”.
Enquanto o Ministério das Relações Exteriores analisa a proposta mediada pelo Paquistão, a ala mais conservadora do parlamento iraniano denuncia a pressão de Washington como uma tentativa de forçar a rendição do país por meio de chantagem econômica.
Se assinado, o memorando de entendimento abrirá um prazo de 30 dias para negociações intensas em Genebra ou Islamabad.
O objetivo é transformar o cessar-fogo temporário em um tratado de paz definitivo.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca. — Foto: Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP








