Israel deporta ativista brasileiro detido em flotilha com destino a Gaza

O governo de Israel confirmou neste domingo (10) a deportação do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol Saif Abukeshek, detidos após a interceptação de uma flotilha que seguia em direção à Faixa de Gaza.
Os dois foram presos pelo Exército israelense no dia 30 de abril, em águas internacionais próximas à costa da Grécia. A confirmação da deportação foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel por meio da rede social X.
Na publicação, o governo israelense classificou os ativistas como “provocadores profissionais” e afirmou que não permitirá “qualquer violação do bloqueio naval legal sobre Gaza”.
Thiago Ávila e Saif Abukeshek estavam em uma embarcação que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e romper o bloqueio imposto à região. Segundo relatos, enquanto os demais passageiros da flotilha foram liberados na Grécia, os dois ativistas foram levados para Israel, onde passaram por interrogatório e permaneceram detidos.
A ONG responsável pela defesa dos ativistas acusou Israel de prisão arbitrária e maus-tratos. Representantes dos dois afirmaram ainda que eles chegaram a iniciar uma greve de fome durante o período de detenção.
A Organização das Nações Unidas havia pedido, na quarta-feira (6), a libertação imediata e incondicional dos ativistas e cobrado investigação sobre “relatos perturbadores” de supostos abusos cometidos durante a prisão.
Em comunicado, o porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Thameen al-Kheetan, afirmou que os dois foram detidos sem acusação formal após serem interceptados em águas internacionais.
Os governos do Brasil e da Espanha também haviam pressionado pela liberação dos ativistas.








