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'Não é bala de prata', diz secretário sobre programa do governo contra o crime organizado

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maio 11, 2026
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'Não é bala de prata', diz secretário sobre programa do governo contra o crime organizado


O governo Lula lança na terça-feira (12), às 10h, no Palácio do Planalto, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”. A segurança pública é um dos grandes temas das eleições deste ano, mas o Ministério da Justiça ressalta que o plano é uma política de Estado a longo prazo e descarta o uso eleitoral da medida.

À CBN, o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, disse o projeto não é uma “bala de prata” e mira em desarticular a estrutura das organizações em parcerias com estados e municípios.

Chico Lucas antecipou que a medida prevê quatro eixos estratégicos: o primeiro será asfixiar as finanças dos grupos, depois cortar a comunicação ilícita dos presos com bloqueio de sinais; aumentar a resolução de homicídios fortalecendo as polícias científicas e reduzir o poder de fogo combatendo o tráfico de armas com a criação de uma Rede Nacional (RENARME).

Com quase R$ 1 bilhão liberados no fim de abril, o plano quer combater as facções criminosas e retomar territórios dominados pelo crime.

Para asfixiar as contas do crime, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, as FICCOs, serão fortalecidas.

“O objetivo é desarticular o crime organizado sob a perspectiva dos fundamentos que os constitui. Esse programa, ele trabalha sobre a perspectiva da integração e não tem um viés eleitoral. A gente não vai resolver o problema daqui para outubro, ele está dando um caminho que vai ser buscado e vai haver uma caminhada ao longo de um tempo, então não é uma bala de prata. A gente quer mostrar que o governo trata o assunto com muita seriedade.”

A CBN apurou que 138 presídios estaduais passarão por uma modernização para se equipararem às penitenciárias federais de segurança máxima. Isso inclui a instalação de bloqueadores de celular, reforço de inteligência e regras mais rígidas, como a gravação de conversas nos parlatórios e o fim visitas íntimas, para garantir o isolamento dos detentos.

As outras frentes preveem a expansão dos bancos de perfis genéticos para solucionar assassinatos e operações de fronteira contra o tráfico de armas.

Além do crime organizado, a ordem do presidente Lula é focar na redução de feminicídios e no roubo de celulares.



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