Governo conclui nesta segunda (20) reuniões com setores afetados pelo tarifaço dos EUA

A medida entra em vigor na quarta-feira (22) e deve atingir cerca de 3 mil produtos brasileiros, impactando 18% das exportações para o mercado americano ou 7,2 bilhões de dólares.
O governo quer identificar os prejuízos reais para elaborar um pacote de apoio às empresas, sem comprometer as contas públicas. Entre as medidas em estudo, estão novas linhas de financiamento e a busca por mercados alternativos.
Nova tarifa dos EUA pode elevar sobretaxa sobre produtos brasileiros a 37,5%
Na sexta-feira (24), ainda há a expectativa do anúncio de outra tarifa adicional de 12,5% que investiga falhas na fiscalização de produtos feitos a partir do trabalho forçado.
Na tentativa de evitar a nova sobretaxa, que somada à outra pode chegar a 37,5%, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) defende a continuidade das negociações. No entanto, o governo vê como inevitável.
Enquanto tenta negociar, o Palácio do Planalto não descartou a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, mas o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que isso só seria feito “no tempo correto”.
Em paralelo a isso, a ApexBrasil anunciou R$ 130 milhões a partir de agosto para diversificar mercados. Segundo a Agência, os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram mais da metade desse impacto, 52% do total.
O setor calçadista é um dos mais preocupados: a associação do setor estima que a nova tarifa possa dobrar a queda nas exportações este ano, de 3,6% para 7,1%, colocando em risco milhares de empregos.
A Casa Branca justificou o aumento das tarifas como uma retaliação a práticas comerciais consideradas desleais ao citar o Pix, desmatamento, etanol e falta de medidas contra a corrupção.



