Ciro Gomes rejeita disputa presidencial e deve concorrer ao governo do Ceará

O ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes, do PSDB, rejeitou o convite do partido para disputar a Presidência da República em 2026, e deverá anunciar oficialmente no próximo final de semana a pré-candidatura ao governo do Ceará. A informação foi confirmada pelo PSDB.
Em nota, o presidente nacional do partido, Aécio Neves, afirmou que conversou nesta segunda-feira (11) por telefonema com Ciro Gomes.
Ao participar de um fórum em São Paulo, também nesta segunda-feira, Ciro afirmou ao portal g1 que, “apesar do amor pelo Brasil”, desta vez pesou mais a decisão de disputar o comando do Ceará.
Um levantamento feito pelo instituto Genial/Quaest e divulgado no dia 30 de março apontou que Ciro Gomes lidera as intenções de voto com 41% das intenções de voto contra, 32% do atual governador Elmano de Freitas, do PT.
Mas, o cenário se inverte, de acordo com o levantamento, quando o nome do senador e ex-ministro da Educação do governo Lula, Camilo Santana, do PT, é inserido na pesquisa. Em primeiro turno, Camilo Santana tem 40% das intenções de voto contra 33% de Ciro Gomes.
Apoio bolsonarista não é unânime
Ciro deverá contar com o apoio do bolsonarismo na disputa ao governo cearense. A ideia de lideranças bolsonaristas é desbancar o petismo do Executivo estadual e emplacar um aliado. Mas, a aliança não tem aprovação unânime dentro do clã bolsonarista.
Ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro tem criticado fervorosamente a aliança trazendo à tona vídeos antigos de Ciro Gomes chamando o ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, de “jumento”.
A primeira manifestação pública de Michelle contra Ciro ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão, do Novo, ao governo do Estado. A declaração da ex-primeira-dama rendeu críticas até dos filhos de Jair Bolsonaro. Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, do PL, chegou a chamar Michelle de “autoritária”.



