Trump defende Xi Jinping e diz que ele não se referiu aos EUA como uma 'nação em declínio'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu o presidente chinês, Xi Jinping, após comentários citando a ‘armadilha de Tucídides’, que poderia mostrar que os Estados Unidos estão em queda.
Esse conceito geopolítico se refere ao risco de guerra quando uma potência emergente (Atenas na Grécia Antiga, a China hoje) entra em conflito com uma potência estabelecida (Esparta naquela época, os EUA agora).
Em uma publicação nas redes sociais, Trump minimizou a fala e disse que se tratava ao governo Biden:
‘Quando o presidente Xi se referiu, de forma muito elegante, aos Estados Unidos como uma nação em declínio, ele estava se referindo aos enormes danos que sofremos durante os quatro anos do ‘Joe Biden Sonolento’ e do governo Biden, e nesse ponto, ele estava 100% correto’, diz o texto.
‘O presidente Xi não estava se referindo à ascensão incrível que os Estados Unidos demonstraram ao mundo durante os 16 meses espetaculares do governo Trump’, insiste a publicação do Truth Social.
O presidente da China, Xi Jinping, usou o famoso termo das Relações Internacionais ‘Armadilha de Tucídides’ nesta quinta-feira (14) para falar da relação entre o país e os Estados Unidos. Ele questionou Donald Trump destacando que os pessoas precisam superar essa ‘armadilha’ e criar um novo modelo.
‘Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo? Podemos, em nome do bem-estar dos nossos dois povos e do futuro da humanidade, construir juntos um futuro mais brilhante para nossas relações bilaterais?’, questionou.
Estátua de historiador Tucídides. — Foto: Reprodução
A Armadilha de Tucídides foi um conceito criado que se popularizou pelo cientista político Graham T. Allison ao relacionar o ‘duelo’ entre a China e os Estados Unidos com a guerra de Peloponeso, entre Atenas e Esparta.
O termo faz relação ao historiador ateniense Tucídides, que fez a descrição do conflito.
Segundo as relações internacionais, o conceito descreve uma guerra que ocorre quando uma potência que está emergente ameaça uma potência grande, já estabelecida como a mais forte. Dessa forma, seria como se a ameaça chinesa representasse uma possibilidade de guerra.
No conflito na Grécia Antiga, Atenas passa a crescer cada vez e vira uma ameaça a estabelecida Esparta, que passa a necessitar do confronto para impor sua força.
Governo Trump confiscou presentes de chineses a autoridades e jornalistas americanos
Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, presidentes dos Estados Unidos e da China, em Pequim. — Foto: Kenny Holston / POOL / AFP
Todos os presentes dados pelo governo da China a autoridades americanas ou jornalistas do país que estavam em Pequim cobrindo a agenda de Donald Trump foram confiscados pelo governo dos Estados Unidos.
A informação foi divulgada por diversos veículos de imprensa. Todo o material foi jogado fora antes de chegar em solo americano.
A jornalista Emily Goodin, correspondente do jornal New York Post na Casa Branca escreveu nas redes sociais que:
‘A equipe americana recolheu tudo o que os funcionários chineses distribuíram – credenciais, celulares descartáveis da equipe da Casa Branca, broches da delegação – recolheu tudo antes de embarcarmos no AF1 [Air Force One] e jogou em uma lixeira no térreo, perto da escada. Nada proveniente da China é permitido no avião’.
A rede de TV britânica Sky News afirmou que o governo Trump recolheu todos os crachás e pins emitidos pela China aos repórteres, antes de os colocar em uma lixeira, juntamente com os celulares descartáveis dos funcionários.








