Abaixo-assinado denuncia falta de transparência nos investimentos em tecnologia pelo IBGE

Os servidores do IBGE lançaram um manifesto alertando para o risco de perda de controle sobre dados sigilosos de cidadãos e empresas. Um abaixo assinado, que já conta com mais de 250 assinaturas, acusa a direção de tentar terceirizar a área de Tecnologia da Informação e a gestão dos dados.
Entre as queixas do grupo está a falta de transparência sobre um contrato já assinado e que prevê repasse de R$ 77 milhões do IBGE para o Serpro, empresa pública de tecnologia do governo federal.
De acordo com o manifesto, estaria em risco a confidencialidade dos dados que empresas e cidadãos fornecem ao IBGE, entre elas informações sensíveis sobre pessoas, famílias, domicílios, renda, saúde e endereços.
No texto, os trabalhadores também cobram transparência sobre arquivos guardados em nuvem e sobre investimentos em Inteligência Artificial e proteção do sigilo estatístico. A iniciativa expõe mais um capítulo da crise entre os servidores e o presidente do órgão, o economista Márcio Pochmann.
Em março desse ano, Pochmann foi alvo de um pedido de afastamento do cargo feito pelo Ministério Público ao Tribunal de Contas da União. No documento, o MP cita exonerações em série e nomeações de servidores recém-admitidos e ainda em estágio probatório em posições de “elevada complexidade técnica”. O presidente também é alvo de críticas pela tentativa de criar a Fundação IBGE +, braço da instituição com autorização para fazer parcerias com empresas privadas.
Até o fechamento desta reportagem, a direção do IBGE não se posicionou sobre o manifesto.



