Governo lança Plano Safra com R$ 525 bilhões para médios e grandes produtores

O Governo Federal lançou nesta terça-feira (30) o novo Plano Safra para os médios e grandes produtores rurais. O programa vai liberar mais de R$ 525 bilhões em crédito para o agronegócio, R$ 9 bilhões a mais que o da safra passada.
A maior parte dos recursos, quase 385 bilhões, vai garantir o custeio do dia a dia da lavoura e a comercialização da produção. Outros R$ 140 bilhões vão bancar investimentos em tecnologia, renovação de máquinas, irrigação e construção de novos armazéns.
O anúncio foi feito pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, que destacou ser mais um valor recorde destinado ao plano e com juros menores: “O Plano Safra teve um aumento de recursos e passa a contar com R$ 525,1 bilhões. É um valor recorde, de mais de meio trilhão de reais, e com juros mais baixos“.
Segundo o ministro da Fazenda Dario Durigan, mesmo em cenário de taxa de juros alta no país, o governo conseguiu fazer um esforço de redução das taxas de juros em todas as linhas. “O Plano Safra é de R$ 610 bilhões, sendo R$ 525 bilhões destinados à agricultura empresarial. Mesmo em um cenário de taxa de juros elevada no país, conseguimos fazer um esforço para reduzir as taxas em todas as linhas. Na maior parte delas, os juros passaram de 14% para 12% ao ano. Nas demais, caíram de 10% para 9% ao ano“, disse.
Para a Frente Parlamentar da Agropecuária , no entanto, os números mostram que o plano representa uma redução de 29,6 bilhões em relação ao ciclo anterior, sem os fundos que, segundo a Frente, foram inseridos artificialmente.
De acordo com a Frente, o governo reduziu o crédito de custeio e comercialização, de R$ 414,7 para R$ 384,9 bilhões — justamente a modalidade que garante o plantio, a compra de insumos, a manutenção da atividade produtiva e o abastecimento;
Em nota, a FPA reconheceu o esforço do governo para reduzir juros. No entanto, a medida é insuficiente diante da situação de endividamento do setor, da restrição de crédito enfrentada por produtores e da queda dos recursos equalizados.



