Now Reading:

Flip 2026: conheça escritores e confira seus principais livros publicados no Brasil

Share Page
julho 2, 2026
29 Min Read

Flip 2026: conheça escritores e confira seus principais livros publicados no Brasil


O evento acontece de 22 a 26 de julho, no Centro Histórico da cidade do sul fluminense. Nas casas parceiras que compõem uma programação paralela, nomes de peso também podem aparecer: é o caso da intelectual e ativista Angela Davis, que virá à festa literária pelo Sesc Rio no dia 25.

A CBN traz lista dos principais livros publicados no Brasil dos autores participantes da programação central da feira, sem considerar os mediadores, em ordem baseada no calendário das mesas. As biografias são oficiais da Flip.

Augusto Massi; Marília Garcia; Edimilson de Almeida Pereira; José Tolentino de Mendonça; Andrei Kurkov; Maria Reva; Andréa del Fuego; Paulliny Tort; Andrea Bajani; Maria Esther Maciel; Djaimilia Pereira de Almeida; Kamel Daoud; Carmen Stephan; Drauzio Varella; José Godoy; Cármen Lúcia; Flávia Péret; Julieta Correa; Bethânia Pires Amaro; Nathacha Appanah; Katie Kitamura; Marta Pérez-Carbonell; Eduardo Halfon; Paloma Vidal; João Cezar de Castro Rocha; Paulo Schiller; Ana Paula Tavares; Hisham Matar; Milton Hatoum; Zadie Smith; Ernesto Mané; Ève Guerra; Leonardo Gandolfi; Mateus Baldi; Eva Baltasar e Susy Freitas.

Orides Fontela (homenageada)

Livros de Orides Fontela relançados pela editora Hedra: Transposição; Helianto; Alba; Rosácea; Teia — Foto: Reprodução

Uma das pioneiras nas vertentes contemporâneas da poesia brasileira, Orides Fontela é conhecida por seu rigor formal com a língua e pela atualização que faz do Modernismo. A obra de Orides Fontela inclui os livros Transposição (1969), Helianto (1973), Rosácea (1986), além de Alba, vencedor do Prêmio Jabuti em 1983, e Teia, que lhe rendeu prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 1996.

Natural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, Fontela se formou em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), além de ter sido professora primária e bibliotecária. Ao longo de sua carreira, a autora contou com o apoio de entusiastas como o crítico literário Antonio Candido e a filósofa Marilena Chaui.

A vida no interior, as leituras de filosofia e as lições do zen-budismo, cujas práticas começou a frequentar em 1972, ajudaram a moldar a poesia de Orides Fontela, que tinha a natureza como grande inspiração. Em seus poemas são muitos os pássaros, as flores e os rios, e a autora trabalha essas imagens através da linguagem.

Livros de Augusto Massi — Foto: Reprodução

Mesa 1 – Entra furtivamente a luz – quarta (22 jul 2026), às 19h30

Augusto Massi nasceu em 1959, em São Paulo. É escritor e professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo, onde atua desde 1990. Ao longo de sua carreira, trabalhou como jornalista cultural na Folha de S.Paulo; editou a coleção de poesia Claro Enigma (Editora Duas Cidades), e a coleção Espírito Crítico (Editora 34 e Editora Duas Cidades); e foi diretor editorial da Cosac Naify. Tem diversos livros publicados, entre poesia, crítica, memórias, crônicas e literatura infantil. Organizou, com Júlio Castañon Guimarães e Murilo Marcondes de Moura, a coletânea Poesia completa, de Murilo Mendes (Companhia das Letras, 2025). Também editou poesias completas de Orides Fontela em três ocasiões distintas: Trevo (Livraria e Editora Duas Cidades, 1988), Poesia reunida (Cosac Naify, 2006) e, agora, também pela editora Hedra, que relança em 2026 o conjunto de livros da poeta.

Livros de Marília Garcia — Foto: Reprodução

Mesa 1 – Entra furtivamente a luz – quarta (22 jul 2026), às 19h30

Marília Garcia nasceu no Rio de Janeiro, em 1979. É poeta, artista e tradutora, além de professora da pós-graduação em Formação do Escritor. Como artista, faz performances, falas e apresentações ao vivo, e trabalha com vídeo e outras mídias, como a fotografia. Em 2018, venceu o Prêmio Oceanos pelo livro Câmera lenta (Companhia das Letras, 2017), em 2015, o Prêmio Icatu de Artes pelo conjunto da obra e, em 2026, o Prêmio APCA, na categoria ensaios, pelo livro Pensar com as mãos (Martins fontes, 2025). Também é autora dos livros 20 poemas para o seu walkman (Cosac Naify, 2007), Engano geográfico (7Letras, 2012), Um teste de resistores (7letras, 2014), Paris não tem centro (7Letras, 2016), Parque das ruínas (Luna Parque, 2018), Expedição: nebulosa (Companhia das Letras, 2023), além do infantil Escolha uma palavra (Companhia das Letrinhas, 2025), ilustrado por Lígia Franchini.

Edimilson de Almeida Pereira

Livros de Edimilson de Almeida Pereira — Foto: Reprodução

Mesa 2 – Saber de cor o silêncio – quinta (23 jul 2026), às 10h

Edimilson de Almeida Pereira nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1963. É poeta, ensaísta, ficcionista e autor de literatura infantojuvenil; além de professor colaborador da pós-graduação em Estudos Literários na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora. Publicou, entre outros, os ensaios Mundo encaixado: significação da cultura popular (Mazza Edições, 1992), que venceu em 1994 o prêmio João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras, Entre Orfe(x)u e Exunouveau: análise de uma epistemologia de base afrodiaspórica na Literatura Brasileira (Fósforo, 2022) e A saliva da fala: notas sobre a poética banto-católica no Brasil (Fósforo, 2023). É autor também do livro de poesia Melro (Editora 34, 2022) e do romance Front (Nós, 2021),vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura.

José Tolentino de Mendonça

Livros de José Tolentino de Mendonça — Foto: Reprodução

Mesa 2 – Saber de cor o silêncio – quinta (23 jul 2026), às 10h

José Tolentino Mendonça nasceu na ilha da Madeira, em 1965. É poeta, sacerdote e professor. Em 2019, foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco. Estudou Ciências Bíblicas em Roma e vive no Vaticano desde 2018, onde foi responsável pela Biblioteca Apostólica e pelo Arquivo Secreto do Vaticano. Atualmente é Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação. Seus livros têm recebido diversos prêmios, entre eles o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia (1998), o Prémio PEN Clube de Ensaio (2005), o italiano Res Magnae para obras ensaísticas (2015), o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE (2015), o Grande Prémio APE de Crónica (2016), o Prémio Capri-San Michele (2017), o Prémio D. Diniz (2022), Francisco de Sá de Miranda (2022), Prémio Pessoa (2023) e o Prémio Eduardo Lourenço (2025). Alguns de seus livros publicados no Brasil, todos pela editora Paulinas, são Nenhum caminho será longo (2013), A mística do instante (2016) e Elogio da sede (2025). Seu título mais recente, Os enigmas singulares: antologia poética, foi publicado em junho de 2026 pela editora Círculo de Poemas.

‘Ucrânia: diário de uma guerra’, livro de Andrei Kurkov — Foto: Reprodução

Mesa 3 – Não vim. não vi. não havia guerra alguma – quinta (23 jul 2026), às 12h

Andrei Kurkov nasceu em 1961, na Rússia, e vive na Ucrânia. Autor de dezenas de romances, livros para crianças e roteiros, é o principal nome da literatura ucraniana contemporânea, com obra traduzida para 45 idiomas. Também publica artigos na imprensa internacional, como os jornais The New York Times, The Guardian, Libération, Le Monde, Die Welt e Die Zeit. Ganhador do Prix Médicis (2022), do Halldór Laxness International Literary Prize (2022) e do National Critic Circle Award (2023), foi finalista do International Booker Prize (2023 e 2024), e presidente da PEN Ucrânia. No Brasil, publicou Ucrânia: diário de uma guerra (Carambaia, 2025).

‘Extinção’ (DBA), livro de Maria Reva — Foto: Reprodução

Mesa 3 – Não vim. não vi. não havia guerra alguma – quinta (23 jul 2026), às 12h

Maria Reva nasceu na Ucrânia em 1989 e cresceu em Vancouver, no Canadá. Escreve ficção e libretos de ópera. Seus textos já foram publicados em veículos como The Atlantic, The Wall Street Journal, Granta, The Best American Short Stories, entre outros. É autora de Good citizens need not fear, inédito no Brasil e ambientado em um prédio de apartamentos na Ucrânia soviética, e do romance Extinção (DBA, 2026), indicado ao Booker Prize de 2025 e vencedor do Atwood Gibson Writers’ Trust Fiction Prize.

Livros de Andréa del Fuego — Foto: Reprodução

Mesa 4 – Mas para que serve o pássaro? o pássaro não serve – quinta (23 jul 2026), às 15h

Andréa del Fuego nasceu em São Paulo em 1975. É mestra em Filosofia pela Universidade de São Paulo e escritora de romances, contos e literatura infantojuvenil. É autora dos romances Os Malaquias (2010), vencedor do Prêmio José Saramago e publicado em onze países, e As miniaturas (2013), publicado em Portugal, na Argentina e na França. Venceu, em 2008, o prêmio Literatura Para Todos, do Ministério da Educação. Seu romance mais recente, A pediatra (2021), foi publicado em Portugal, Argentina, Eslováquia, Suécia e Grécia (no prelo). A obra também ganhou adaptação para o teatro, com direção de Inez Viana, e está em desenvolvimento para o cinema. Seus lançamentos mais recentes são o livro de minicontos Nego tudo: ficções súbitas (2025) e o infantil Detetives de pelúcia (Companhia das Letrinhas, 2026), com ilustrações de Kaká Leal. Sua obra é publicada no Brasil pela editora Companhia das Letras.

Livros de Paulliny Tort — Foto: Reprodução

Mesa 4 – Mas para que serve o pássaro? o pássaro não serve – quinta (23 jul 2026), às 15h

Paulliny Tort nasceu em Brasília, em 1979. É jornalista e mestra em Comunicação e Sociedade pela Universidade de Brasília. Estreou na literatura com o romance Allegro ma non troppo (Oito e Meio, 2016), semifinalista do prêmio Oceanos de Literatura. Erva brava (Fósforo, 2021), seu primeiro livro de contos, foi vencedor do prêmio APCA e finalista do Jabuti em 2022. Seu lançamento mais recente é o romance Os imortais (Fósforo, 2026).

‘O aniversário’, livro de Andrea Bajani — Foto: Reprodução

Mesa 5 – A infância volta devagarinho – quinta (23 jul 2026), às 17h

Andrea Bajani nasceu em Roma em 1975. Hoje, vive em Houston, nos Estados Unidos, onde leciona escrita criativa na Universidade Rice. Como escritor, publicou os romances Se consideri le colpe (2007), Un bene al mondo (2016) e Il libro delle case (2021), além das coletâneas de poesia Promemoria (2017) e Dimora naturale (2017). Com seu último romance, O aniversário (Companhia das Letras, 2025), venceu o Prêmio Strega, a principal honraria literária da Itália.

Livros de Maria Esther Maciel — Foto: Reprodução

Mesa 5 – A infância volta devagarinho – quinta (23 jul 2026), às 17h

Maria Esther Maciel nasceu em 1963 em Minas Gerais, na cidade de Patos de Minas, e hoje vive em Belo Horizonte. Ficcionista, poeta, editora e ensaísta, foi professora da UFMG e hoje atua na Unicamp. Publicou, entre outros, pela editora Todavia, os livros Pequena enciclopédia dos seres comuns (2021) e Essa coisa viva (2024), semifinalista do Prêmio Oceanos 2025.

Djaimilia Pereira de Almeida

Livros de Djaimilia Pereira de Almeida — Foto: Reprodução

Mesa 6 – Falo do que impede o sono – quinta (23 jul 2026), às 19h

Djaimilia Pereira de Almeida nasceu em Luanda, em 1982. É escritora e colunista das revistas Quatro Cinco Um e ZUM, além de escrever semanalmente no jornal Observador. Seu primeiro romance, Esse cabelo, publicado em 2015, foi finalista do PEN/America Translation Prize. Luanda, Lisboa, Paraíso, editado em 2018, foi vencedor dos prêmios Oceanos (2019), Fundação Eça de Queiroz e Fundação Inês de Castro. Nos anos seguintes, publicou A visão das plantas (2019), um dos vencedores do prêmio Oceanos em 2020, e O que é ser uma escritora negra hoje, de acordo comigo (2023). Seu livro mais recente é o romance O livro do meu pai (2025). Sua obra é publicada no Brasil pela editora Todavia.

Livros de Kamel Daoud — Foto: Reprodução

Mesa 6 – Falo do que impede o sono – quinta (23 jul 2026), às 19h

Kamel Daoud nasceu em 1970, na Argélia, e vive atualmente na França, após ter passado mais de meio século em seu país natal. Venceu o Prêmio Goncourt de Melhor Primeiro Romance com seu romance O caso Meursault (Biblioteca Azul, 2016), traduzido para cerca de quarenta idiomas. Também é autor de Zabor ou les psaumes, que recebeu o Prêmio Méditerranée, e de Língua interior (DBA, 2025), vencedor do Prêmio Goncourt de 2024.

Livro ‘Malária’, de Carmen Stephan — Foto: Reprodução

Mesa 8 – Água parada água parada água parando – sexta (24 jul 2026), às 10h

Carmen Stephan nasceu em 1974, em Berching, na Alemanha, e atualmente vive na Bahia. Em 2005, publicou a coletânea de contos Brasília stories, baseada em suas experiências no Rio de Janeiro, onde viveu por anos, e, em 2017, o romance It’s all true. Recém-publicado no Brasil, seu livro Malária (Tinta-da-China Brasil, 2026) venceu os prêmios Jürgen Ponto-Stiftung e Buddenbrookhaus para romances de estreia.

Livros de Drauzio Varella — Foto: Reprodução

Mesa 8 – Água parada água parada água parando – sexta (24 jul 2026), às 10h

Drauzio Varella nasceu em São Paulo, em 1943. É médico, formado na Universidade de São Paulo. Como escritor é autor, entre outros, dos livros Estação Carandiru (1999), Nas ruas do Brás (2000), Por um fio (2004), O médico doente (2007), Carcereiros (2012), Correr (2015), Prisioneiras (2017) e O exercício da incerteza (2022), todos publicados pela editora Companhia das Letras.

Livros de José Godoy — Foto: Reprodução

Mesa 9 – Zé Kleber – A severa arquitetura serenamente prende-nos – sexta (24 jul 2026), às 12h

José Godoy é escritor, crítico e editor de livros. Doutor em literatura pela PUC-Rio e com pós-doutorado em Teoria Literária pelo IEL-Unicamp, atua como âncora, comentarista e crítico literário da rádio CBN e consultor editorial da DBA Literatura. Foi editor da Globo Livros e colabora com o jornal Valor Econômico. É autor das coletâneas de poemas A arte de andar por aí sem portar um celular (2013) e Encenações para uma novela russa (2017), da plaquete Febre no Leblon (2016), todos pela editora 7Letras, e de diversas obras para os públicos infantil e infanto-juvenil. Sua obra mais recente, lançada em 2026, é A ilha do silêncio: terror e genocídio na Terra do Fogo (Fósforo), mescla de ensaio, relato de viagem e investigação histórica.

Livros de Cármen Lúcia — Foto: Reprodução

Mesa 10 – Estado de sítio, estado de sido, estase – sexta (24 jul 2026), às 13h30

Cármen Lúcia é Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), tendo sido Presidente da Corte e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2016 a 2018. Exerceu também os cargos de Ministra e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2008 a 2013. Em agosto de 2022, foi reconduzida ao cargo de Ministra efetiva do TSE e, em junho de 2024, tomou posse como Presidente do Tribunal Eleitoral, permanecendo até maio de 2026. É professora titular de Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Participou da coletânea de ensaios O livro que mudou minha vida (Nova Fronteira, 2022) e publicou, entre outros, os livros Direito de/para todos (Bazar do Tempo, 2024), Princípio constitucional da solidariedade (Fórum, 2025) e Pela mão do povo: democracia e voto no Brasil (Bazar do Tempo, 2026).

Livros de Flávia Péret — Foto: Reprodução

Mesa 11 – Como revelar-te se me revelas? – sexta (24 jul 2026), às 15h

Flávia Péret nasceu em 1978, em Mariana, Minas Gerais. É escritora, professora de criação literária e pesquisadora. Sua obra investiga as relações entre memória e ficção, com ênfase na memória coletiva e em seus processos de perda, apagamento e reinvenção. Mestre em Teoria da Literatura e doutora em Educação pela UFMG, atualmente realiza pesquisa de pós-doutorado na UNIFESP, onde investiga a linguagem da palestra-performance. Publicou os livros Imprensa gay no Brasil (Publifolha, 2011), Uma mulher (Guayabo, 2017), Os patos (Impressões de Minas, 2018), Mulher-bomba (Urutau, 2019), Instruções para montar mapas, cidades e quebra-cabeças (Guayabo, 2021), Coisas presentes demais (Relicário, 2025) e Mineração do outro: fotografia e fabulação numa palestra-performance (Relicário, 2025).

‘Por que são tão lindos os cavalos?’, livro de Julieta Correa — Foto: Reprodução

Mesa 11 – Como revelar-te se me revelas? – sexta (24 jul 2026), às 15h

Julieta Correa nasceu em Buenos Aires, em janeiro de 1989. Trabalha como livreira na livraria argentina Mastronardi e faz parte da equipe de comunicação do Malba – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires. Publicou em 2024 seu romance de estreia, Por que são tão lindos os cavalos?, que chega ao Brasil em 2026, pela Editora 34.

Livros de Bethânia Pires Amaro — Foto: Reprodução

Mesa 12 – E perdura. apesar – sexta (24 jul 2026), às 17h

Bethânia Pires Amaro nasceu em Recife, em 1988, e cresceu na Bahia, em Ilhéus e em Salvador. É escritora, advogada e ministrante de cursos e palestras. Graduada em Direito pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo, atualmente trabalha na Secretaria Municipal de Educação, em São Paulo. Seu primeiro livro, O ninho (Record, 2023), foi vencedor dos Prêmios SESC, APCA e Jabuti, na categoria de contos. Em 2026, também pela editora Record, publica seu primeiro romance, Ressalga.

Livros de Nathacha Appanah — Foto: Reprodução

Mesa 12 – E perdura. apesar – sexta (24 jul 2026), às 17h

Nathacha Appanah nasceu nas Ilhas Maurício, em 1973, e vive na França há vários anos. Escritora premiada, lançou seu primeiro romance em 2003 e teve seus livros traduzidos para diversos idiomas. Em 2022, recebeu o Prix de la langue française pelo conjunto de sua obra. No Brasil, publicou O último irmão (Suma, 2008) e Trópico da violência (Paris de Histórias, 2025), e lança, em 2026, seu novo romance, Noite no coração (Bazar do Tempo), vencedor do Prix Femina, do Prix Goncourt des Lycéens e do Prix Renaudot des Lycéens.

Livros de Katie Kitamura — Foto: Reprodução

Mesa 13 – O tecido: não sabemos qual a trama – sexta (24 jul 2026), às 19h

Katie Kitamura nasceu em 1979, na Califórnia. Jornalista, crítica e escritora, colabora com publicações como The Guardian, The New York Times e Wired com artigos sobre arte, cinema e luta. É autora de Japanese for Travellers (2006), The Longshot (2009), Gone to the Forest (2012) e Intimacies (2021). Seu romance Uma separação foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras em 2021 e, em 2026, o romance Audição, finalista do Booker Prize e do National Book Critics Circle Award de Ficção, foi publicado pela editora Fósforo.

‘Nada mais ilusório’, livro de Marta Pérez-Carbonell — Foto: Reprodução

Mesa 13 – O tecido: não sabemos qual a trama – sexta (24 jul 2026), às 19h

Marta Pérez-Carbonell nasceu em 1982, na Espanha. É professora de Literatura Espanhola na Universidade Colgate, em Nova Iorque. Obteve seu doutorado pela Universidade de Londres, com especialização na obra de Javier Marías, a quem dedicou seu ensaio The fictional world of Javier Marías, inédito no Brasil. Contribuiu para publicações como The Objective, Letras Libres, Turia, Telva e Quimera. É autora dos romances Nada Mais Ilusório (Amarcord, 2025), traduzido para treze idiomas, e Mañana seguiré viva (Lumen, 2026).

Livros de Eduardo Halfon — Foto: Reprodução

Mesa 14 – A saída é a volta – sábado (25 jul 2026), às 10h

Eduardo Halfon nasceu na Guatemala, em 1971. Publicou vinte obras de ficção, traduzidas para mais de quinze idiomas. Seu romance mais recente, Tarântula (Autêntica Contemporânea, 2025), ganhou o Prêmio da Crítica Espanhola e o Prêmio Médicis de melhor romance estrangeiro na França. Em 2018, foi agraciado com o Prêmio Nacional de Literatura da Guatemala, a mais alta honraria literária de seu país natal.

Livros de Paloma Vidal — Foto: Reprodução

Mesa 14 – A saída é a volta – sábado (25 jul 2026), às 10h

Paloma Vidal nasceu em Buenos Aires, em 1975. É escritora, tradutora e professora de Teo­ria Literária na Universidade Fe­deral de São Paulo. Traduziu, entre outros nomes latino-americanos, Clarice Lispec­tor, Adolfo Bioy Casares, Lina Meruane, César Aira, Sylvia Molloy, Margo Glantz, Tamara Kamenszain e Silviano Santiago. É autora dos romances Algum lugar (7Letras, 2009), Mar azul (Rocco, 2012) e Pré-história (7Letras, 2020), da dramaturgia Três peças (Dobra, 2014), do livro de contos Dupla exposição (Rocco, 2016), dos ensaios Estar entre: ensaios de literaturas em trânsito (Papéis Selvagens, 2019) e Não escrever [com Roland Barthes] (Tinta-da-China Brasil, 2023) e do livro de poesia Lugares onde eu não estou (7Letras, 2024). Seu romance O lado de lá, publicado em espanhol na Argentina, na Espanha e no Chile, será lançado no Brasil pela editora Bazar do Tempo, em 2026. Também neste ano, lança o livro de contos Quem sabe dançar, pela editora 7Letras.

‘A era de Ricardo III: Guerra cultural como método’, livro de João Cezar de Castro Rocha — Foto: Reprodução

João Cezar de Castro Rocha

Mesa 15 – Se o delírio te eleva à potência do abismo – sábado (25 jul 2026), às 12h

João Cezar de Castro Rocha é professor titular de Literatura Comparada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É doutor em Letras pela mesma universidade e em Literatura Comparada pela Stanford University. Como acadêmico, é Pesquisador 1B (CNPq), Cientista do Nosso Estado (FAPERJ) e Procientista (UERJ). Foi Presidente da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC, 2016-2017). Na esfera pública, possui intensa participação na mídia progressista e é colunista da Revista Liberta, e também comentarista dos programas N1 e N2, do Instituto Conhecimento Liberta (ICL). Seu trabalho foi traduzido para o inglês, mandarim, espanhol, francês, italiano e alemão. É autor de 16 livros e organizador de mais de 30 títulos. Seus próximos lançamentos são A era de Ricardo III. Memórias do subsolo: guerra cultural como método (Autêntica, 2026) e Minimanual do guerrilheiro digital (Autêntica, no prelo).

Livros de Paulo Schiller — Foto: Reprodução

Mesa 15 – Se o delírio te eleva à potência do abismo – sábado (25 jul 2026), às 12h

Paulo Schiller nasceu em São Paulo, em 1952. É psicanalista, escritor e tradutor literário do húngaro, do inglês e do francês. Graduou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo, especializando-se em Pediatria. Como tradutor, ganhou prêmios da APCA e da Fundação Biblioteca Nacional, e foi finalista do Jabuti. É autor dos ensaios A vertigem da imortalidade (Companhia das Letras, 2000) e A paixão pela mentira (Todavia, 2025).

Livros de Ana Paula Tavares — Foto: Reprodução

Mesa 16 – O boi é só. o boi é só. o boi – sábado (25 jul 2026), às 15h

Ana Paula Tavares nasceu na província de Huíla, na região sul de Angola, em 1952. É poeta e historiadora, com doutorado em Antropologia da História pela Universidade Nova de Lisboa e mestrado em Literaturas Brasileiras e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade de Lisboa. Coordena o grupo de investigação de Culturas e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, e colabora com o Arquivo Histórico Nacional de Angola. Vencedora do Prêmio Camões em 2025, é conhecida sobretudo como poeta, sendo uma das vozes mais destacadas e apreciadas de Angola. No Brasil, publicou Amargos como os frutos (Pallas, 2010), Um rio preso nas mãos: crônicas (Kapulana, 2019) e Verbetes para um dicionário afetivo (Pallas, 2021).

Livros de Hisham Matar — Foto: Reprodução

Mesa 17 – Não mais sabemos do barco, mas há sempre um náufrago – sábado (25 jul 2026), às 17h

Hisham Matar nasceu na cidade de Nova Iorque, em 1970. Filho de pais líbios, passou a infância em Trípoli e no Cairo, e viveu a maior parte da sua vida em Londres. É autor dos romances No país dos homens (Companhia das Letras, 2007), finalista do Booker Prize, e Anatomia de um desaparecimento (Record, 2012), e das memórias O retorno (Âyiné, 2022), vencedor do Prêmio Pulitzer em 2017. Seu romance mais recente, Meus amigos (Âyiné, 2026), foi indicado ao Booker Prize e finalista do National Book Award. Ganhou o Prêmio Orwell de Ficção Política, o Prix du meilleur livre étranger e o National Book Critics Circle Award. Sua obra foi traduzida para mais de trinta idiomas.

Livros de Milton Hatoum — Foto: Reprodução

Mesa 17 – Não mais sabemos do barco, mas há sempre um náufrago – sábado (25 jul 2026), às 17h

Milton Hatoum nasceu em Manaus, em 1952. É romancista, contista, ensaísta, tradutor e professor universitário, eleito em 2025 para a Academia Brasileira de Letras. Seus livros foram publicados em 17 países, tendo vendido mais de 500 mil exemplares e recebido diversas adaptações audiovisuais, além de importantes premiações nacionais e internacionais. Relato de um certo Oriente (1989), seu romance de estreia, venceu o Prêmio Jabuti de Melhor Romance, assim como seus romances Dois irmãos (2000) e Cinzas do Norte (2005), que também venceu o Grande Prêmio da Crítica APCA e o Prêmio Portugal Telecom, entre outros. É autor, ainda, do romance Órfãos do Eldorado (2008), do livro de contos A cidade ilhada (2009) e da coletânea de crônicas Um solitário à espreita (2013). Também é autor da trilogia de romances “O lugar mais sombrio”: A noite da espera (2017), Pontos de fuga (2019) e Dança de enganos (2025). Em 2026, vinte anos após a primeira publicação, lança novamente o livro Crônica de duas cidades: Belém e Manaus, escrito em parceria com o filósofo e crítico literário Benedito Nunes. Sua obra é editada pela Companhia das Letras.

Livros de Zadie Smith — Foto: Reprodução

Mesa 18 – E este chão não existe, e esta paz é vertigem – sábado (25 jul 2026), às 19h

Zadie Smith nasceu em Londres, em 1975. É editora da coleção The Book of Other People e escritora de prosa, tendo lançado romances, ensaios e contos, além de uma novela e uma peça. No Brasil, pela editora Companhia das Letras, publicou os romances Dentes brancos (2003), Sobre a beleza (2007) e A Fraude (2025).

‘Antes do início’, livro de Ernesto Mané — Foto: Reprodução

Mesa 19 – A porta está aberta – domingo (26 jul 2026), às 10h

Ernesto Mané é brasileiro e guineense, nascido em 1983, em João Pessoa. É físico e diplomata. Doutor em Física Nuclear pela Universidade de Manchester, no Reino Unido, realizou seu pós-doutorado no laboratório canadense Triumf. Ingressou na carreira diplomática em 2014, após participar do Programa de Ação Afirmativa para Afrodescendentes do Instituto Rio Branco. Foi pesquisador visitante na Universidade de Princeton entre 2019 e 2020. Também em 2019, foi reconhecido pelo Mipad (Most Influential People of African Descent) entre os cem afrodescendentes mais influentes do mundo com menos de quarenta anos. Serviu na Embaixada do Brasil em Washington, DC, entre 2021 e 2025, e atualmente está servindo na Embaixada do Brasil em Buenos Aires. Antes do início (Tinta-da-China Brasil, 2025) é seu livro de estreia.

‘Repatriação’, livro de Ève Guerra — Foto: Reprodução

Mesa 19 – A porta está aberta – domingo (26 jul 2026), às 10h

Ève Guerra nasceu em Mossendjo, República do Congo, de onde fugiu durante a guerra civil de 1997-1999, aos nove anos de idade. Escritora de prosa e poesia, foi finalista de doze prêmios literários nacionais e internacionais, incluindo o Prix de la Version Femina, o Prix des Cinq e o Prix Québec-France Marie-Claire Blais. Em fevereiro de 2025, tornou-se residente da Fundação Jan Michalski para a Escrita e a Literatura, na Suíça, antes de presidir como madrinha, em maio do mesmo ano, a segunda edição do Prêmio Goncourt do Canadá, a convite do Instituto Francês de Ottawa e Montreal. Em outubro de 2022, publicou sua primeira coletânea de poesia, Corps profonds, e, em janeiro de 2024, lançou seu primeiro romance, Repatriação (Companhia das Letras, 2025), vagamente baseado em sua vida e vencedor do Prêmio Transfuge de Melhor Primeiro Romance e do Prêmio Goncourt de Primeiro Romance.

Livros de Leonardo Gandolfi — Foto: Reprodução

Mesa 20 – Nunca crer no que não canta – domingo (26 jul 2026), às 12h

Leonardo Gandolfi nasceu em 1981, no Rio de Janeiro, e mora atualmente em São Paulo, onde trabalha como professor de literatura na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Como poeta, teve um de seus livros editado na Argentina, La muerte de Tony Bennett, com tradução de Paloma Vidal (Ediciones Lux, 2021). Publicou os livros de poemas No entanto d’água (7Letras, 2006), A morte de Tony Bennett (Lumme Editor, 2010), Escala Richter (7Letras, 2015), Robinson Crusoé e seus amigos (Editora 34, 2021) e Pote de mel e outros poemas (Editora 34, 2025), que recebeu o prêmio da Biblioteca Nacional.

Livros de Mateus Baldi — Foto: Reprodução

Mesa 20 – Nunca crer no que não canta – domingo (26 jul 2026), às 12h

Mateus Baldi nasceu em 1994, no Rio de Janeiro. Escritora e jornalista, é mestra em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e coordenadora editorial da coleção Aqui + Agora (Janela + MapaLab). Organizou a antologia Vivo muito vivo: 15 contos inspirados nas canções de Caetano Veloso (José Olympio, 2022) e publicou os livros de contos Formigas no paraíso (Faria e Silva, 2022) e Os anos de vidro (Nós, 2025), que recebeu o prêmio APCA 2025. Em 2026, a autora lança Caetano Veloso: Transa, pela editora Cobogó.

Livros de Eva Baltasar — Foto: Reprodução

Mesa 21 – O que faço desfaço, o que amo desamo – domingo (26 jul 2026), às 15h30

Eva Baltasar nasceu em Barcelona, em 1978. Publicou dez livros de poemas antes de se dedicar aos romances. Seu romance Permafrost (Dublinense, 2025), finalista do Prêmio Médicis Étranger de 2021 e do Prêmio Llibreter de 2018, foi traduzido para mais de vinte idiomas e é o primeiro volume de um tríptico sobre desconforto, tendo mulheres como protagonistas. Esse tríptico prosseguiu com Boulder (Dublinense, 2024), finalista do Prêmio Internacional Booker de 2023, do Prêmio Les Inrockuptibles de 2022 e do Prêmio Òmnium de Melhor Romance em Catalão de 2020, e, por fim, com Mamute (Dublinense, 2026), o último romance da série. Também é autora dos romances Ocaso y fascinación e Peces, e do livro de poemas Nus Schiele, publicado em 2021, no qual oferece uma interpretação pessoal de vinte nus do pintor austríaco Egon Schiele.

Livros de Susy Freitas — Foto: Reprodução

Mesa 21 – O que faço desfaço, o que amo desamo – domingo (26 jul 2026), às 15h30

Susy Freitas nasceu e vive em Manaus, Amazonas. Escritora, publicou contos e poemas em zines, revistas e antologias no Brasil, México e Grécia. Na poesia, publicou os livros Véu sem voz (Bartlebee, 2015), Alerta Selvagem (Patuá, 2019), vencedor do Prêmio Violeta Branca Menescal (Prêmio Literário Cidade de Manaus), e Carrego meus furos comigo (Urutau, 2020). Na prosa, publicou o livro de contos Madnaus (Reformatório, 2024) e, em 2026, lança a ficção No baile do juízo final (Todavia, 2026).



Source link

Visited 1 times, 1 visit(s) today