Jornalista que cobriu oito Jogos Olímpicos conta maiores perrengues da carreira: ‘Vira história’

No Fim de Expediente desta sexta-feira (10), a jornalista esportista Marina Izidro falou sobre a sua experiência ao realizar coberturas de grandes eventos. A lista é longa: ao todo, a comunicadora cobriu oito Jogos Olímpicos e duas Copas do Mundo, além de Champions League, Eurocopa, Wimbledon e campeonatos mundiais de vôlei e atletismo.
Após cobrir tantos eventos, a jornalista – que atualmente é colunista da Folha de S.Paulo, correspondente da Rádio TMC, Mestre e professora de jornalismo esportivo na St. Mary’s University, em Londres –, acredita os Jogos Olímpicos tenham sido os mais marcantes:
“Acho que cada um tem sua preferência, né? Eu amo os Jogos Olímpicos, mas adoro a Copa do Mundo também, já cobri duas, masculina e feminina. Fui grávida para cobrir os Jogos Olímpicos pela oitava vez. Para mim, as Olimpíadas tem algo muito especial. Tem uma mobilização da cidade, principalmente os de verão. Estão todos os astros do esporte na mesma cidade, que dedicam a vida inteira por um minuto de glória, algo que nem dá premiação em dinheiro, só o atletismo começou agora. Mas é pelo privilégio de você ganhar uma medalha olímpica, representar o seu país ali da forma mais pura, uma dedicação gigantesca. Eu sou uma grande defensora dos Jogos Olímpicos”, divide.
Apesar dos momentos marcantes, a extensa lista de coberturas também resulta em algo inevitável: os perrengues.
“Foram vários… Já tive filmando a multidão de torcedores alterados, mas o frio foi o mais marcante. Numa cobertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, de Pequim, em 2022, para o Comitê Olímpico Internacional, eu estava cobrindo um esporte que se chama ski jumping, o salto sobre ski. Você fica ao ar livre esperando os atletas terminarem de competir. No dia, estava -27° e nada ajudava… A mão congelava, não adiantava colocar aquele gel que esquenta, a câmera não funcionava, o celular parava, a boca congelava. Em uma outra cobertura pros Jogos Olímpicos de Inverno, dessa vez pela Globo, na SporTV, na Coreia do Sul, eu ia falar e a boca congelava. Tinha que ter várias estratégias. Perrengue sempre tem, mas é tão maravilhoso que vale a pena. Vira história para contar”, diz.



