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Diarista que matou dois idosos em BH é indiciada por latrocínio

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julho 13, 2026
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Diarista que matou dois idosos em BH é indiciada por latrocínio


A Polícia Civil de Minas indiciou a diarista Paola Cirino, de 30 anos, pelo latrocínio – roubo seguido de morte – de um casal de idosos em Belo Horizonte. A instituição concluiu as investigações nesta segunda-feira (13) e apontou que a investigada já teria decidido cometer o crime antes de estar no apartamento das vítimas.

Segundo o apurado, Paola tem histórico de praticar roubos utilizando medicamentos sedativos para reduzir a capacidade de resistência das vítimas – método também utilizado contra o casal de idosos, além da violência física.

A diarista já estava presa preventivamente e, agora, aguarda a decisão da Justiça se passará por incidente de sanidade mental para determinar se ela pode ou não ser responsabilizada pelos atos e em que grau. Conforme a Polícia Civil, até o momento, não foram identificados elementos concretos de participação de outras pessoas no latrocínio do casal.

Além dela, outros quatro homens que compraram objetos roubados das vítimas vão responder por receptação. No curso das apurações, eles procuraram voluntariamente a Polícia, acompanhados de advogados, alegando desconhecer a origem ilícita dos itens e fizeram a devolução. Nesse caso, segundo o inquérito, eles poderão ter a pena reduzida por arrependimento posterior, conforme prevê o Código Penal.

O trabalho investigativo foi conduzido pela 2ª Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Furto e Roubo de Belo Horizonte. Conforme o inquérito, o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Inácio, de 76, foram mortos no apartamento deles, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de BH, no dia 29 de junho. Os corpos tinham ao menos 50 lesões de faca, porém, sem sinais de defesa.

Conforme a PC, a cena do crime direcionou a investigação para pessoas com acesso voluntário ao imóvel. Dessa forma, imagens de câmeras de segurança do prédio ajudaram a identificar a diarista Paola Cirino, que foi flagrada entrando e saindo do apartamento. Ela foi presa três dias depois, no momento em que decidia planejar uma fuga para o Rio Grande do Sul.

Além da prisão, os policiais apreenderam mais de R$ 18 mil das vítimas, celulares, joias, relógios, bolsas, perfumes, roupas, óculos e uma faca. Também foram apreendidos 165 comprimidos do medicamento que produz efeito sedativo em posse da investigada.

No decorrer das investigações, outras quatro pessoas compareceram à delegacia informando que também teriam sido vítimas da suspeita. Parte dos itens furtados de um casal foi recuperada na casa da investigada e restituída. As denúncias, porém, ainda estão em investigação.

A CBN procurou a defesa de Paola Cirino e aguarda um posicionamento sobre o indiciamento.



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