Aprovação do governo Lula cresceu apenas entre jovens de 16 a 34 anos, afirma Genial/Quaest

A aprovação do governo Lula ficou maior que a desaprovação pela primeira vez desde dezembro de 2024. Mas esse número cresceu apenas por uma alta entre os mais jovens, de 16 a 34 anos. Ao menos é o que mostra a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) pela Genial/Quaest.
Nessa faixa, o governo aumentou cinco pontos percentuais, de 43% para 48%, passando pela primeira vez a taxa de desaprovação dos últimos meses. A desaprovação chegou a estar 56% contra 40% de aprovação.
Entre 35 e 59 anos, a desaprovação cresceu até 50%, aumentando dois pontos, enquanto a aprovação caiu dois pontos, ficando em 46%. Entre os maiores de 60 anos, os dados ficaram estáveis, com 51% de aprovação e 44% de desaprovação.
Pela primeira vez desde dezembro de 2024, o governo Lula registrou uma aprovação maior do que a desaprovação. A mudança foi registrada na pesquisa Genial/Quaest, com aprovação de 48% contra desaprovação de 47% em julho deste ano.
No mesmo mês de 2025, a diferença estava em 10 pontos percentuais, com 53% de desaprovação e 43% de aprovação. A situação chegou a melhorar no final de 2025 e início de 2026, mas piorou novamente.
O número dos que não souberam ou não responderam se manteve dentro da margem de erro, em 5%.
Mais detalhes da pesquisa
Lula lidera com 45% contra 37% de Flávio Bolsonaro no 2º turno — Foto: Divulgação/Genial Quaest
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o presidente Lula liderando com 8 pontos à frente no cenário de segundo turno com 45% das intenções de voto contra 37% de Flávio Bolsonaro. O que representa o aumento de 1% de Lula e a queda de 1% de Flávio em comparação ao levantamento do mês passado. Os brancos, nulos e indecisos somam 18%.
Em abril, Flávio chegou a passar Lula numericamente, mas depois do áudio em que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, começou a cair, e agora Lula alcançou a maior vantagem desde janeiro, quando estava 7 pontos a frente do bolsonarista.
A avaliação de Lula melhorou sobretudo com os independentes que agora somam 40% das intenções de voto, um aumento de 3 pontos em comparação a junho. Mas Flávio também subiu de 24 para 27% nesse mesmo grupo. Os independentes que dizem que não vão votar chegam a 26%.
Em outras simulações também de segundo turno Lula permanece com 45% contra 36% do candidato do PSD, Ronaldo Caiado; 35% do Romeu Zema, do Novo; 33% do Renan Santos do Missão.
No primeiro turno, Lula aparece com 40%, enquanto Flávio 28%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Zema com 2%.
Quando se aborda a rejeição, Flávio Bolsonaro lidera com 57%, em abril era 52%. Lula aparece com 50%, em abril era 50%.
Vídeo de Michelle criticando Flávio Bolsonaro teve mais alcance que pedido de desculpas
Sobre a repercussão do vídeo de Michelle Bolsonaro com críticas a Flávio Bolsonaro, 49% disseram que ficaram sabendo, enquanto apenas 33% souberam do pedido de desculpa de Flávio à madrasta. 45% disseram que Michelle acertou ao divulgar o vídeo contra 38% que acreditaram que ela errou. E 31% acham que as declarações de Michelle são totalmente verdadeiras contra 16% que acreditam ser totalmente falsas.
Mas 47% disseram que a participação de Michelle não aumentam as chances de vitória do Flávio contra 38% que acreditam que ela aumenta a chance de vitória do enteado.
Entre os lulista, 62% aprovaram o ato da ex-primeira-dama; já entre os bolsonaristas, o índice se inverte cai para 20% e 64% opinaram que Michelle errou. Entre os independentes, fica equilibrado: para 39% ela acertou e para 36% errou.
Às vésperas de um possível novo tarifaço e a defesa da soberania e do pix, a avaliação do governo, melhorou 1 ponto em relação ao mês passado e agora está com 48% de aprovação contra 47% de desaprovação, que também teve queda de 1%. Pela primeira vez tem o saldo de aprovação positiva desde 2024.
Entre os independentes o índice é o mesmo 45% aprova e 45% desaprova.
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07181/2026.



