EUA divulgam que jovem soldado de 19 anos e outro de 25 morreram após ataque na Jordânia

O governo dos Estados Unidos identificou nesta segunda-feira (20) os dois soldados americanos mortos em combate recentemente no Oriente Médio. O Departamento de Defesa dos EUA informou que o tenente Tyler James Feehan, de 25 anos, do Havaí, e a soldado Isabella Gonzales, de 19 anos, do Texas, foram mortos na Jordânia.
Gonzales foi morto na sexta-feira, 17 de julho, enquanto Feehan morreu no sábado, 18 de julho.
Eles morreram após ‘um ataque inimigo em 17 de julho na Base Aérea de Muwaffaq Salti’, na Jordânia, disseram autoridades americanas. O comunicado não informou como eles foram mortos, mas acrescentou que o incidente está sendo investigado.
O texto das Forças Armadas afirma ainda que a dupla estava apoiando a Operação Inherent Resolve – uma missão dos EUA contra o Estado Islâmico.
No sábado, o Comando Central dos EUA anunciou que dois militares foram mortos na Jordânia enquanto defendiam o país contra ataques de mísseis balísticos e drones iranianos. Quatro soldados também ficaram feridos.
Outro soldado americano foi morto no norte do Iraque no sábado durante uma ‘detonação controlada’ de um drone iraniano. Sua identidade ainda não foi divulgada.
As mortes mais recentes elevam o número total de soldados americanos mortos durante a guerra para pelo menos 17, sendo que a maioria ocorreu nos dias seguintes ao início dos ataques americanos no final de fevereiro.
Seis pessoas morreram quando um avião de reabastecimento caiu sobre o Iraque no início de março, enquanto outras seis foram mortas em um ataque de drone contra um centro de operações no Kuwait.
Irã afirma que ‘nenhuma gota de petróleo’ vai atravessar Ormuz enquanto ataque dos EUA seguir
Navios passam pelo Estreito de Ormuz. — Foto: ISNA/AFP
A Guarda Revolucionária do Irã afirma que o Estreito de Ormuz ‘não será seguro para o trânsito de produtos petroquímicos, nem mesmo para uma única gota de petróleo e gás’, enquanto a ‘agressão’ dos EUA na região continuar.
Em sua última atualização, o grupo também alertou as forças armadas dos EUA para que se preparassem para uma ‘operação punitiva’.
O comunicado também informou que dois petroleiros ficaram inoperantes após tentarem atravessar o estreito por uma rota que Teerã havia proibido de ser usada, alegando que ‘ambas as embarcações explodiram e foram obrigadas a interromper a viagem’.
A Guarda Revolucionária não identificou as embarcações, não forneceu detalhes sobre as vítimas nem assumiu explicitamente a responsabilidade.
Em meio a isso, as forças armadas dos EUA afirmaram ter concluído sua nona noite consecutiva de ataques aéreos contra o Irã.
Os ataques tiveram como alvo centros de comando militar iranianos, instalações de defesa aérea e vigilância costeira, capacidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicação, informou o Comando Central dos EUA em uma publicação.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversa com imprensa a bordo do avião Air Force One. — Foto: SAUL LOEB / AFP
O Irã respondeu aos últimos ataques lançando seus próprios ataques retaliatórios contra países aliados dos EUA em todo o Oriente Médio.
O exército do Kuwait afirmou ter interceptado uma série de ataques com drones. O governo declarou que uma usina de dessalinização foi atingida pelo segundo dia consecutivo, classificando o ataque como uma agressão direta a uma infraestrutura civil vital.
Isso ocorre depois que sirenes de alerta soaram no Bahrein e a embaixada dos EUA no país alertou os cidadãos para que tomassem medidas de precaução. A TV estatal informou que as defesas aéreas do país interceptaram um ataque iraniano.
A Jordânia também afirmou que vários mísseis foram lançados contra o país, com três interceptados e outro caindo em campo aberto. A Guarda Revolucionária do Irã alegou ter atacado aeronaves militares americanas no aeroporto de Aqaba, causando “danos graves” a várias delas.
A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou ter lançado um “ataque surpresa” contra um centro de comando na região de Al Tanf, na Síria , em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal iraniana IRNA. O comunicado descreveu o ataque como uma retaliação pelas mortes de soldados iranianos.



