Primeiro dia de convenções partidárias marca início da corrida presidencial

Começou nesta segunda-feira o período das convenções partidárias para as eleições deste ano. O calendário eleitoral segue até o dia 5 de agosto, data limite para a formalização das candidaturas.
O primeiro a oficializar o nome foi Renan Santos, do partido Missão, que vai concorrer à presidência. O evento foi online e sem transmissão. O candidato antecipou o ato por motivos de segurança, após relatar ameaças de facções criminosas. Com a oficialização, a Polícia Federal poderá reforçar a proteção para o lançamento da campanha em público, no dia 1º de agosto, em São Paulo. O vice na chapa será o militar da reserva Aroldo Medina.
A maior parte dos presidenciáveis escolheu São Paulo para as convenções. Flávio Bolsonaro, do PL, será lançado no próximo sábado. Ronaldo Caiado, do PSD, no dia 26. O presidente Lula, do PT, terá o nome homologado em 2 de agosto. Já Romeu Zema, do partido Novo, oficializa a candidatura em Brasília, na segunda-feira, dia 27.
Apesar do início do prazo, os partidos enfrentam impasses na formação dos palanques regionais. O PT tenta fechar alianças em Goiás após confirmar Patrus Ananias para o governo de Minas Gerais.
Já o PL de Flávio Bolsonaro busca resolver a indefinição de vice e palanques em dez estados. Uma das cotadas pra vice é a economista Daniella Marques, do Republicanos, mas a legenda condiciona a aliança nacional ao apoio do PL em estados estratégicos como Mato Grosso. Em Minas Gerais, o maior desafio é definir o palanque para o governo estadual entre o senador Cleitinho, do Republicanos, ou lançar o nome do presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, para tentar aproximar o setor empresarial.
No Distrito Federal, o impasse é a decisão de Michelle Bolsonaro se vai ser candidata ao Senado, após o vídeo que ela fez com críticas a Flávio ao dizer que ele tinha a maltratado.
O cientista político Rubens Figueiredo analisa que essa dificuldade de composição ocorre porque os partidos atuam como confederações com interesses regionais.
Já Ronaldo Caiado não tem unanimidade de apoio da própria sigla nos palanques regionais, a exemplo do Rio de Janeiro, onde o candidato ao governo Eduardo Paes, apoia Lula.
E Zema, ainda não tem vice. Uma da opções colocadas por ele seria Michelle Bolsonaro, mas a ex-primeira-dama negou ao dizer que não há nenhuma possibilidade.



