PT e PDT ficarão com primeiras suplências de Simone Tebet e Marina Silva

Os partidos de esquerda que compõem as chapas ao governo de São Paulo e ao Senado pelo estado já definiram com quais siglas ficarão as primeiras suplências das pré-candidatas ao Legislativo Federal Simone Tebet e Marina Silva.
Pelo acordo entre as legendas, a suplência de Tebet ficará com o PT, enquanto a vaga de suplente de Marina Silva será de um nome do PDT. Os partidos que pleiteavam as vagas eram PT, PSB, PSOL, PDT, PV, PCdoB e Rede.
A disputa acirrada por essas vagas aconteceu porque Simone Tebet e Marina Silva lideram as pesquisas de intenção de voto ao Senado e porque há um entendimento interno de que elas poderão reassumir ministérios do governo Lula caso o presidente se reeleja para seu quarto mandato no Palácio do Planalto.
Caso estas expectativas se confirmem, os suplentes assumirão as vagas de Tebet e Marina no Senado.
Alguns nomes avaliados para a suplência de Tebet são, por exemplo, Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e Laio Morais, ex-chefe de gabinete de Fernando Haddad no ministério da Fazenda.
A suplência de Tebet ficará com o PT porque o partido entende que não foi contemplado nas chapas ao Senado, reivindicando este posto.
Em relação à suplência de Marina, a vaga ficará com o PDT porque o partido não foi contemplado nem nas chapas ao Senado, e nem na chapa ao governo de São Paulo. O pré-candidato do PT, Fernando Haddad, terá como seu vice na disputa o ex-ministro Márcio França, do PSB.
O PDT também teria sido fundamental para a formação das chapas quando apoiou a pré-candidatura de Marina Silva ao Senado.
A vaga estava sendo pleiteada por Márcio França, que preferia disputar o Senado.
Contudo a coligação de esquerda conta com 7 partidos. O PDT somou seu apoio ao do PT, PSOL e Rede, e portanto formou-se maioria na coligação para sacramentar Marina no cargo, deixando Márcio França na vice de Haddad.
Segundo interlocutores do PT, a definição dos nomes para as duas suplência será feita após 5 de agosto, data limite para a realização das convenções partidárias.



