Haddad diz que Brasil deve 'virar a página' da crise diplomática com Argentina

Durante agenda em São Paulo, o candidato ao governo do estado pelo PT, Fernando Haddad, voltou a criticar a postura do presidente da Argentina, Javier Milei, que fez falas duras contra o governo Lula e autoridades brasileiras durante convenção do PL. Mas também defendeu que essa página seja logo virada.
Ao se reunir com entregadores por aplicativos e discutir políticas para o setor, Haddad reforçou que o governo brasileiro não pode aceitar as ofensas de Milei, mas que isso não rompe “séculos de tradição e amizade” entre Brasil e Argentina:
“Eu penso que nós temos que virar a página. Esse tipo de deselegância, de um presidente vir ao Brasil para ofender a autoridade, não compactua com séculos de tradição de amizade entre os dois povos. Nós não temos problema entre nós. Muito pelo contrário, nós temos assuntos comuns, culturais, econômicos e sociais”, disse.
No sábado, na convenção que lançou Flávio Bolsonaro como candidato à presidência, Milei se referiu a Lula como ‘presidiário’ e ‘ladrão’ e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes como ‘lixo careca’, embora sem os mencionar nominalmente.
Para o ex-ministro da Fazenda, a crise diplomática não pode impedir o fortalecimento do Mercosul. Haddad ainda citou acordos do bloco com a União Europeia, Singapura e os planos de tratativas com a China.
Questionado pela CBN, o candidato também falou sobre a disputa interna para vagas de suplência às candidaturas ao Senado de sua chapa eleitoral. Isso porque Marina Silva e Simone Tebet têm chances de assumir ministérios no governo Lula em caso de reeleição, o que traz um protagonismo para os suplentes.
A suplência de Tebet está prevista para o PT.
Já PSOL e PDT disputam a suplência de Marina. O PDT indicou o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antonio Neto. E o PSOL, o vereador Djalma Nery, mais votado em São Carlos na última eleição.
Haddad disse que a divergência é natural, mas que não há conflitos internos entre os aliados. O petista acrescentou que a própria Marina se encarregou de equacionar a questão junto ao PSOL e o PDT.



