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MP denuncia suspeitos de integrar núcleo do PCC acusado de monitorar autoridades e planejar atentados

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julho 29, 2026
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MP denuncia suspeitos de integrar núcleo do PCC acusado de monitorar autoridades e planejar atentados


O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro suspeitos de integrar um grupo ligado ao PCC e acusado de monitorar autoridades públicas.

Entre os alvos do núcleo, a investigação aponta o coordenador das Unidades Prisionais da Região Oeste, Roberto Medina; e Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, e principal investigador do Primeiro Comando da Capital.

Promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o diretor da Croeste (Coordenadoria dos Presídios da Região Oeste), Roberto Medina — Foto: Divulgação

Segundo o inquérito, o grupo atuava de forma coordenada para coletar informações como endereços, rotinas, trajetos, fotografias, vídeos e dados de familiares de autoridades, para encaminhar ao setor da facção criminosa apontado como responsável por coordenar atentados.

O Ministério Público afirma que Victor Hugo da Silva era responsável por monitorar Roberto Medina em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, preso em outro processo por tráfico de drogas, é acusado de receber as informações e fazer o repasse à cúpula da facção.

Sérgio Garcia da Silva é apontado como encarregado de levantar dados sobre a rotina de Lincoln Gakiya em Presidente Prudente, e Adilson Audinir Oliveira Junior, como interlocutor do grupo e responsável pela exclusão de diálogos e pela destruição de vestígios digitais.

Em outubro, o Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram uma operação que revelou o plano do PCC. Na ocasião, oito homens passaram a ser investigados por suspeita de participação na elaboração do plano para tentar matar o promotor e o coordenador dos presídios na região de Presidente Prudente.

O inquérito ainda aponta que os criminosos chegaram a alugar uma casa de luxo a menos de um quilômetro do condomínio onde Lincoln Gakiya mora e usaram até drones para monitorar, durante meses, as rotinas dele e de Medina.



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