Espanha atualiza números e afirma que 72 mil imigrantes entraram em Ceuta; 70 mil já voltaram

A Espanha confirmou que 72 mil pessoas entraram em Ceuta, território espanhol na África. Segundo o governo do país, 70 mil retornaram para Marrocos.
A afirmação foi do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, em uma coletiva de imprensa em Madrid.
‘Constatamos, de forma razoável, que 72 mil pessoas entraram irregularmente na Espanha e 70 mil já saíram’, disse.
O governo espanhol anunciou que abriu uma investigação sobre grupos criminosos por trás da crise migratória.
O premiê, Pedro Sanchez, afirmou que por causa de mentiras difundidas nas redes sociais e grupos de tráfico humano que ocorreu a entrada em massa.
Em meio a isso, o governo marroquino afirmou que 25 pessoas são julgadas por supostamente organizarem viagens irregulares.
A situação ocorre no dia em que representantes de países da União Europeia vão se reunir em um encontro de emergência para debater a crise migratória em Ceuta.
A União Europeia anunciou que vai ajudar a Espanha a reforçar o controle de suas fronteiras.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a importância de proteger os pontos mais críticos do continente e marcou uma reunião de emergência com os países membros para debater medidas de assistência.
De acordo com balanço das autoridades espanholas, cerca de sessenta e nove mil pessoas já retornaram voluntariamente ao Marrocos.
Imigrantes ilegais saem de Ceuta após retirada do governo espanhol. — Foto: Henry NICHOLLS / AFP
No entanto, mais de três mil imigrantes continuam no território espanhol, incluindo mais de oitocentos menores de idade desacompanhados, que enfrentam condições precárias de abrigo e alimentação nas praias da cidade.
O governo da Espanha negou ter recebido alertas prévios de inteligência sobre as convocações que circularam nas redes sociais estimulando a travessia do grupo.
Nas reuniões com os aliados europeus, Madri pretende solicitar solidariedade aos demais países do bloco e criticar a utilização política e diplomática do fluxo migratório.
Centenas de imigrantes tentam entrar em Ceuta, enclave espanhol na África. — Foto: Lucia Diaz/AFP



