Impasse entre Cleitinho e Republicanos pode afetar palanque de Flávio Bolsonaro em MG

Faltando praticamente uma semana para o fim do registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, a direita em Minas ainda tenta resolver um impasse entre o Republicanos e o senador Cleitinho, que pode respingar no palanque do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Há previsão de uma nova reunião no fim da tarde desta sexta-feira (7), em São Paulo, entre o senador e o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, depois dos atritos públicos entre eles.
A reunião foi convocada após o diretório estadual registrar na Justiça Eleitoral uma ata que autoriza a legenda a disputar o cargo de governador em Minas. O documento, porém, não cita o nome do senador Cleitinho Azevedo, mas parte da bancada ainda tenta convencer Marcos Pereira a voltar atrás na decisão de excluí-lo do pleito.
Outra alternativa seria a chapa encabeçada pelo ex-presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão, até então cotado para vice de Cleitinho.
Em meio a essa nova rodada de negociações no Republicanos, o PL de Minas também já se movimenta, uma vez que uma eventual candidatura de Cleitinho Azevedo pode fazer a sigla a mudar de rota. Isso porque, desde o início, Flávio Bolsonaro queria o senador como o palanque dele na corrida eleitoral em Minas.
Devido à demora na decisão, o PL se antecipou e lançou o nome do ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Flávio Roscoe, para candidato ao governo. O vice registrado na ata do partido encaminha à Justiça é o ex-deputado federal Charlles Evangelista, também do PL, numa candidatura “puro-sangue”.
Em coletiva nessa quinta-feira (6), Flávio Roscoe disse que o partido tentou unificar a direita, mas o impasse com o Cleitinho vem prejudicando o processo. Afirmou, ainda, que, na visão dele, múltiplas candidaturas da direita não prejudicam o desempenho de Flávio Bolsonaro em Minas, na disputa presidencial e nem dividem voto.
“O nosso partido dará base para o presidente Flávio Bolsonaro. Você tem hoje num espectro o Mateus Simões, do PSD, ele tem dois candidatos à Presidência o apoiando, então não seria base para o Flávio Bolsonaro e não divide. E acredito que o Republicanos se lançar vai ser alguém que apoie também o presidente Flávio Bolsonaro. Então, eu estou muito tranquilo quanto a isso. O nosso trabalho foi de unificação, mas não foi possível. Eu não acredito que isso prejudique em nada, muito pelo contrário, o Flávio Bolsonaro terá uma campanha forte em Minas. Aliás, Minas é Flávio será o lema da nossa campanha”, disse.
Até o momento, Minas Gerais já tem 10 candidaturas ao governo lançadas. O candidato do PDT, Alexandre Kalil, foi o primeiro a registrar chapa na Justiça Eleitoral.



