Ciclone-bomba perde força, mas frente fria ainda provoca chuva e ventos no Sul e Sudeste

O ciclone-bomba que provocou ventos fortes e transtornos no Sul do país já se desloca para o oceano e perdeu influência direta sobre o continente, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Apesar disso, a frente fria associada ao sistema continua avançando pelo país e ainda deve provocar chuva, ventos e queda de temperatura em áreas do Sul e do Sudeste nos próximos dias.
Segundo o meteorologista Roberto Baltazar, a frente fria está atualmente na região da divisa entre Paraná e São Paulo. Há previsão de pancadas de chuva, trovoadas e possibilidade de queda de granizo de forma localizada. Os ventos mais intensos registrados no Rio Grande do Sul na quinta-feira, no entanto, não devem voltar a representar a mesma preocupação nos próximos dias.
O Inmet mantém aviso de vendaval para áreas que vão do norte e litoral do Rio Grande do Sul até regiões do Sul e Centro-Oeste do país. Baltazar explicou que os ventos previstos no Centro-Oeste estão relacionados a outro sistema meteorológico e não têm relação com o ciclone-bomba.
Chuva deve ser pontual, mas há previsão de ventos de até 60 km/h
A passagem da frente fria deve provocar queda de temperatura no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná nos próximos dias, com a chegada de uma massa de ar mais frio e seco.
Na área de atuação da frente, estão previstas pancadas de chuva com possibilidade de acumulados localmente elevados e queda de granizo. O meteorologista afirmou, porém, que o volume de chuva não é a principal preocupação neste momento.
Segundo Baltazar, as precipitações devem ser mais pontuais e não há expectativa de grandes acumulados capazes de provocar, de forma generalizada, problemas como alagamentos e deslizamentos. A principal atenção está voltada para os ventos, que podem atingir entre 40 e 60 quilômetros por hora, especialmente no interior de Santa Catarina, no Paraná e, nos próximos dias, no sul de São Paulo.
Não há previsão de novo ciclone-bomba no início de agosto
Apesar de a região Sul ter alta atividade para a formação de ciclones e receber frequentemente novas frentes frias, o Inmet não prevê, neste momento, um fenômeno de intensidade semelhante ao registrado nesta semana.
Baltazar explicou que novas formações de ciclones são possíveis nas próximas semanas, mas não há previsão de um sistema com as mesmas características do ciclone-bomba para o início de agosto.
Uma nova frente fria deve passar pelo Sul já no início da próxima semana, provocando chuva e queda de temperatura a partir de segunda e terça-feira.
O meteorologista classificou o ciclone-bomba desta semana como um fenômeno excepcional, embora a formação de ciclones seja relativamente comum na região.
Norte e Nordeste não têm alertas
O Inmet não mantém alertas para o Norte e o Nordeste relacionados aos mesmos sistemas que atuam no Sul e Sudeste. Há, porém, previsão de chuva ao longo do litoral entre Paraíba, Alagoas e Sergipe, além de pancadas no noroeste da Amazônia.
Outra preocupação é a baixa umidade relativa do ar em áreas do Centro-Oeste e do interior do Nordeste. Segundo Baltazar, os índices podem ficar abaixo de 20% em áreas de Goiás, leste de Mato Grosso, sul do Tocantins e oeste da Bahia.



