Inundações que deixaram 157 mortos no Nepal podem ter sido geradas por bloco de gelo de 600m

As inundações que deixaram 157 mortos no Nepal nesta quarta-feira podem ter sido desencadeadas por um enorme bloco de gelo, de 600 metros de largura, que se desprendeu de uma geleira e despencou milhares de metros até um rio, na fronteira com o Tibete, de acordo com uma avaliação inicial feita por um grupo de cientistas ouvidos pelo jornal The New York Times.
Esse fenômeno é conhecido como avalanche de gelo, e o aumento das temperaturas causado pelas mudanças climáticas pode ter acelerado o colapso dessa geleira, segundo esses cientistas, já que imagens de satélite mostram uma cobertura de neve que desapareceu no dia anterior a essa tragédia, mas ainda é cedo para determinar uma causa precisa.
Horas antes, por exemplo, um terremoto atingiu a região, mas ainda não está claro como os dois eventos se conectam. O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que o próprio deslizamento de terra pode ter causado um sinal sísmico que foi relatado como um terremoto.
Segundo o Conselho de Turismo do Nepal, 384 viajantes que estão no país estão desaparecidos. Desse total, 341 são estrangeiros. 88 pessoas já foram resgatadas, de acordo com o Exército nepalês.
O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há relatos de vítimas brasileiras. O Itamaraty está acompanhando a situação.
Nas redes sociais, o presidente Lula escreveu que, em nome dos brasileiros, expressa solidariedade aos governos dos países e a todos os afetados por esse desastre, especialmente às famílias das vítimas.
As imagens realmente impressionanm. As fortes correntezas destruíram casas, arrastaram carros e derrubaram até uma ponte de metal. Testemunhas relataram que vilarejos inteiros foram devastados pelas águas.
O desastre também interrompeu estradas, comunicações e o fornecimento de energia em parte da região.
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que policiais e militares participam das operações de resgate.
As equipes de emergência continuam as buscas por desaparecidos, enquanto moradores das áreas próximas ao rio foram orientados a procurar terrenos mais altos.



