Renan Santos se diz contra PL da misoginia por 'interpretação extensiva' da proposta

O candidato do Missão à presidência, Renan Santos, disse, durante a sabatina para a CBN, jornal O Globo e Valor, que o PL da misoginia votada no Congresso Nacional que a interpretação ‘extensiva’ e que não lidaria direito com o assunto.
Ele cita o caso de uma situação de uma criança chamando de ‘betinha’ e que seria uma ‘brincadeira de meninos’.
‘O PL da misoginia permite uma interpretação extensiva sobre qualquer tema que pode ser considerado misógino que vira um crime imprescritível. O feminicídio não é imprescritível’.
O candidato afirmou que acreditava na ‘educação’ e não na ‘perseguição’. Segundo ele, um tema sensível como a misoginia e feminicídio precisava ser debatida a partir do campo da educação.
‘Educação na escola é um ótimo exemplo. O que eu estou falando é censura pura e simples, com argumentos vazios e abstratos, e punições muito pesadas, não é a resposta, porque elas permitem perseguição. É isso que nós não podemos ter, perseguição vazia num regime brasileiro, que é um regime muito novo, que tá sendo criado, em que cortes e juízes começam a determinar, por interpretações ideológicas e persecutórias, quem é alvo e quem não é’.
Ao falar de temas sobre a fala de seu amigo, Arthur do Val sobre ucranianas, que eram ‘fáceis’ em meio a guerra, e ao comentar da relação com mulheres fora do país, Renan disse que não era turismo sexual e defendeu o comportamento de um jovem fora do país.
O candidato do Missão chegou a ser questionado se comportamentos como esses poderiam afastar as mulheres do partido – atualmente 7% das filiadas são do sexo feminino -, Renan acredita que não, mas entende a necessidade de maior contato com essa fatia do eleitorado.
Renan Santos, candidato à presidência da República pelo Missão, durante sabatina — Foto: Reprodução



