Faltando um mês para as convenções partidárias, Lula e Flávio Bolsonaro ainda estão sem palanque em MG

O PT, partido do presidente Lula, e o PL, de Flávio Bolsonaro, estão com dificuldades para escolher nomes para disputar o governo de Minas em 2026. Faltando um mês para o início das convenções partidárias, as duas maiores legendas do país ainda não sabem quem serão os candidatos que precisam, não só serem competitivos localmente, mas também formar um palanque forte para os presidenciáveis, já que Minas Gerais costuma ser o estado definidor da eleição nacional.
A situação mais complicada é a do Partido dos Trabalhadores, que teve que buscar um plano B após a desistência do senador Rodrigo Pacheco, do PSB, nome favorito de Lula para a disputa. Uma segunda opção seria apoiar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, do PDT. Mas, a aliança esbarra na própria vontade de Kalil e no empecilho de incluir outras legendas da base de Lula nessa chapa, sendo descartada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva.
Recentemente, a legenda iniciou conversas com o ex-presidente da Câmara Municipal de BH, Gabriel Azevedo, do MDB, que, nos bastidores, virou a aposta favorita nesta reta final.
Entretanto, em nota, enviada à CBN, a presidente regional do PT, deputada estadual Leninha, não confirmou qualquer união com os emedebistas. Disse apenas que “a legenda segue dialogando com os partidos do campo democrático para a construção de uma candidatura forte e que o nome sairá antes da convenção em julho”.
No outro campo, o PL ainda espera uma resposta positiva do senador Cleitinho, do Republicanos, para ser o cabeça de chapa em uma composição com o ex-presidente da Fiemg – a Federação das Indústrias de Minas Ferais -, Flávio Roscoe. O problema é que o senador, que está em primeiro lugar em todas as pesquisas, não tem demonstrado entusiasmo pela candidatura. Segundo interlocutores, ele não se sentiria preparado para assumir um estado com tantos problemas financeiros e, portanto, mais confortável permanecer no Senado por mais quatro anos.
Caso Cleitinho desista da disputa, o próprio Roscoe pode ser a opção dos liberais ou outro nome do Republicanos. O PL também é cobiçado para uma composição com o governador Mateus Simões, do PSD. Porém, esse cenário não agrada Flávio Bolsonaro, que está com relações estremecidas com o padrinho de Simões, o ex-governador e também pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, do Novo, além de implicar nas composições da disputa ao Senado.



