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Milton Leite passa primeira noite na cadeia após prisão por envolvimento com PCC

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setembro 20, 2026
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Milton Leite passa primeira noite na cadeia após prisão por envolvimento com PCC


O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, passou a primeira noite na cadeia.

Ele se entregou no fim da tarde desta sexta-feira, numa delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde estão concentradas as investigações da operação sobre a infiltração do PCC em empresas de ônibus.

Milton era procurado desde quinta, quando teve a prisão temporária decretada.

Na delegacia, ele falou com jornalistas e negou as acusações.

“Sou inocente de todas as acusações, eu acredito na justiça, no trabalho da polícia, temos a oportunidade agora de provar tudo que foi dito, a gente tem a oportunidade da contradita pelos meus advogados, a gente vai aguardar essa decisão, pacientemente, temos que respeitar as decisões da justiça, cumprir a decisão, me apresentei conforme prometido, conforme dito, vim no dia que marquei, estou aqui sem nenhum problema”

A defesa de Milton afirma que que ele estava fazendo campanha com os filhos em Sorocaba, interior de São Paulo.

Durantes as buscas em Sorocaba, a polícia encontrou 280 mil reais e 89 mil dólares em espécie em um imóvel ligado ao político e uma passagem secreta ligando essa casa a outra residência da rua, que seria de um assessor.

Segundo o Ministério Público, pelo menos 12 de 22 empresas de ônibus que operam em São Paulo são controladas pelo PCC. Dos 16 alvos de prisão, 11 foram presos e cinco seguem foragidos, entre eles o presidente da A2 Transportes, Paulo Camarão.

O prefeito Ricardo Nunes descartou intervenção na A2 Transportes. A empresa afastou Paulo e também o diretor Júlio Salvador Filho, que ja está preso, seguindo a recomendação de um grupo de trabalho da Prefeitura.

“Não tem ali, naquela visão judicial, uma ação, um envolvimento da A2 em si, o que tem a de um sócio e a outra empresa que ele teria participação nessa, assim, estaria sobre investigação, mas essa empresa não tem contrato com a prefeitura, portanto, me foi sugerido por esse grupo de trabalho de que a gente pudesse solicitar o afastamento desse diretor de forma preventiva. Eles aceitaram, foi dado prazo de 24 horas, aceitaram essa questão da prefeitura, se eles não aceitaram a intervenção hoje, como aceitaram esse diretor que está afastado”

A prisão de Milton Leite tem prazo de cinco dias, e os investigadores podem pedir a prorrogação ou a conversão em preventiva.

O ex-vereador presidiu a Câmara de São Paulo quatro vezes e exerceu mandato por quase 30 anos.

Ele aparece em áudios que a polícia investigava sobre a atuação dele no transporte público da cidade. Para os investigadores, Leite é o dono de fato da Transwolff, que já teve o contrato com a Prefeitura cancelado por ligação com o PCC, mesmo sem aparecer no quadro societário.



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