Irã afirma que EUA buscam saída 'honrosa' da guerra

O Irã afirmou que os Estados Unidos buscam uma saída “honrosa” da guerra em meio a uma suposta desvantagem no conflito. A declaração foi feita, neste sábado (25), pelo Ministério da Defesa do Irã. Segundo um porta-voz da pasta, o cenário atual teria colocado os Estados Unidos em uma posição delicada. Ele afirmou que o poderio militar iraniano hoje seria dominante e que o “inimigo” tenta escapar da guerra sem perder as aparências.
As falas ocorrem no momento em que enviados americanos, entre eles Steve Witkoff e Jared Kushner, viajam para Islamabad, capital do Paquistão. De acordo com a Casa Branca, a missão busca avançar em negociações diretas com o Irã. Mas a mídia estatal iraniana nega que haja previsão de reuniões entre os dois países.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, qualquer comunicação deve ocorrer de forma indireta, por meio de autoridades paquistanesas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, também está no Paquistão, em uma agenda mais ampla, que inclui ainda visitas a Omã e à Rússia.
Segundo autoridades iranianas, o objetivo é discutir os desdobramentos da guerra e reforçar consultas diplomáticas. Apesar das articulações, o conflito segue com sinais de agravamento.
O Estreito de Ormuz permanece com bloqueios, que afetam rotas estratégicas do comércio energético global e deixam o preço do barril de petróleo acima de 100 dólares. No momento, o barril do tipo Brent, mais praticado, está em 105 dólares. O confronto entre Israel e Líbano também continuam.
Nesta manhã, o governo israelense confirmou ataques a prédios residenciais e outras estruturas no sul do Líbano. Do outro lado, o Hezbollah responde militarmente, afirmando que o cessar-fogo não tem validade diante dos ataques.
A trégua, que começou em 16 de abril, foi prorrogada por três semanas pelos Estados Unidos, mas segue desrespeitada por ambos os lados.



