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PF investiga esquema de falsas malas diplomáticas para entrada de mercadorias dos EUA ao Brasil

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setembro 23, 2026
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PF investiga esquema de falsas malas diplomáticas para entrada de mercadorias dos EUA ao Brasil


A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (23) a Operação Rota Diplomática para investigar um esquema que teria usado falsas malas diplomáticas para trazer mercadorias dos Estados Unidos ao Brasil pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

Segundo a investigação, smartphones e outros eletrônicos chegavam ao país com selos e identificações ligadas ao serviço consular do Chipre para simular a condição de mala diplomática e escapar da fiscalização aduaneira. A PF estima que mais de 230 toneladas de mercadorias tenham sido introduzidas irregularmente no Brasil entre 2023 e 2024.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Indaiatuba, Santana de Parnaíba, São Paulo e Mauá. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 20 milhões em bens. Não houve prisões nesta etapa da operação.

A mala diplomática é um mecanismo previsto na Convenção de Viena para garantir o transporte seguro de documentos e materiais oficiais entre governos, embaixadas e consulados. Quando está devidamente identificada e lacrada, ela tem proteção especial e não pode ser aberta ou retida pelas autoridades do país de destino. A regra foi criada para assegurar a comunicação entre representações diplomáticas.

O uso irregular desse instrumento não é novidade no Brasil. Em 2014, a Polícia Federal realizou em Viracopos a Operação Véu da Imunidade, que apurou a entrada de mais de 170 toneladas de mercadorias apresentadas como malas diplomáticas entre 2011 e 2012.

A atual investigação apura justamente a suspeita de falsificação desse status diplomático para facilitar a entrada de cargas comerciais sem o devido controle aduaneiro.

Os investigados podem responder por descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro.



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