Haddad e França iniciam agenda pelo interior de SP ao lado de Tebet e Marina Silva

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e seu vice Márcio França, do PSB, farão nesta semana as primeiras agendas públicas conjuntas, vinte dias após o ex-ministro do Empreendedorismo ter sido anunciado na vice do petista.
Juntamente com Haddad e França, as pré-candidatas ao Senado Simone Tebet, do PSB, e Marina Silva, da federação PSOL-Rede, estão confirmadas para estas agendas. Entre quinta e sexta-feira, a frente ampla da esquerda terá compromissos públicos em pelo menos cinco cidades do interior de São Paulo.
Até o momento, as cidades confirmadas são Jales, Fernandópolis e Votuporanga, na quinta, e Catanduva e São José do Rio Preto, na sexta.
A demora da participação de França nas agendas de Haddad foi explicada à CBN recentemente por interlocutores das duas campanhas.
As equipes estariam passando por uma espécie de “bate-cabeça” em relação aos cronogramas, já que França havia deixado preparada uma estrutura de campanha para a disputa ao Senado.
A ida da comitiva ao interior tem importância estratégica tanto para Haddad, quanto para o presidente Lula, que conta com o pré-candidato para a estruturação de um palanque forte no estado para sua reeleição à Presidência
Márcio foi colocado na vice de Haddad por possuir trajetória própria na política paulista.
Já Tebet é vista como uma ponte de Haddad com setores do agronegócio e do empresariado no interior, enquanto Marina reforça a identificação do palanque com a agenda ambiental, além de ter projeção nacional.
Vale lembrar, o interior do estado é justamente o reduto eleitoral do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos.
A região concentra 53% do eleitorado paulista, e é considerada uma zona de histórica dificuldade para o PT.
É no interior que Haddad vai tentar diminuir a diferença de intenções de voto em relação a Tarcísio para levar a disputa para o segundo turno.
Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada na semana passada, Tarcísio tem 46% das intenções de voto, contra 30% de Haddad.



