março 6, 2026

Nove pessoas são presas em operação que investiga corrupção na Polícia Civil de SP


Uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público iniciada nesta quinta-feira (5) aponta um esquema de corrupção que movimentou R$ 80 milhões em propinas, bens de luxo e transações feitas por empresas de fachada dentro departamentos estratégicos da Polícia Civil de São Paulo. Até o momento, nove pessoas foram presas e dois mandados de prisão ainda não foram cumpridos.

A investigação identificou uma rede de policiais, doleiros, advogados e operadores que manipulavam investigações e também destruíam provas. Entre os laranjas do grupo está Odair Alves da Silveira Filho, que movimentou R$ 12 milhões em dinheiro vivo e cheques. A Justiça decretou medidas cautelares contra ele.

Outro operador do esquema, Robson Martins de Souza, movimentou mais de R$ 8,7 milhões por meio de empresas de fachada. Ele também é suspeito de substituir discos rígidos apreendidos no Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) para eliminar provas de investigação.

Entre os operadores financeiros do grupo está o doleiro Leonardo Meirelles, que já é conhecido por ter sido investigado na operação Lava Jato. Até o momento, ele não foi encontrado. É um dos mandados de prisão que não foram cumpridos.

Também foi preso na operação desta quinta-feira o delegado João Eduardo da Silva, que trabalhava atualmente no 35º Obsidio Policial. Antes, ele estava no 16º, um dos DPs mais citados no inquérito da Polícia Federal sobre o esquema. O delegado aparece como principal nome que facilitava essas tratativas ilícitas.

A denúncia também cita conversas entre ele e líderes de organizações criminosas para pedir uma espécie de consultoria sobre como ganhar dinheiro fora do serviço da polícia.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) afirmou que a Polícia Civil não compactua com desvios de conduta.



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