Direita ganha espaço na bancada de São Paulo na Câmara dos Deputados

A direita ampliou a presença na bancada de São Paulo na Câmara dos Deputados. Dos 70 eleitos, 39 são de partidos de direita.
O PL terá a maior bancada, com 19 deputados eleitos. O PT vem em seguida, com 13. PSOL e Podemos empatam na terceira posição, com 6 deputados cada.
Na comparação com 2022, o PL aumenta de 17 para 19 cadeiras. O vereador paulistano Lucas Pavanato, do PL, foi eleito deputado federal com mais de três milhões de votos.
Ele se tornou o candidato à Câmara mais votado da história de São Paulo e o segundo mais votado do país, atrás apenas de Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais.
O recorde anterior era de Eduardo Bolsonaro, que recebeu mais de um milhão 843 mil votos na disputa de 2018. Nascido em Sorocaba, no interior paulista, Pavanato, de 28 anos, já tinha sido o vereador mais votado de São Paulo em 2024, com cerca de 160 mil votos.
Pavanato disse que projetava conquistar 700 mil votos, mas afirmou que o resultado mostra a indignação do eleitor com a situação atual. Ele também disse que “o PT não vai ter vida fácil”.
Em entrevista ao Jornal da CBN, o deputado eleito afirmou que vai se empenhar pela fiscalização do Judiciário e defendeu o impeachment de ministros do Supremo:
“Eu acho absurdo que um ministro como o Alexandre de Moraes ainda esteja na Suprema Corte e um processo de impeachment dele ainda não tenha avançado. Então, enquanto deputado, eu vou fazer a minha parte. Agora, também nós teremos a maior bancada do Senado para que esse processo avance. E, pelo menos, já que a nossa Justiça nem mesmo permite que ele seja investigado, até porque ele vota se ele pode ou não ser investigado, então que um processo político venha aí para fazer justiça.”
Já a esquerda mantém uma representação semelhante à eleição anterior. PT e PSOL não aumentaram o número de cadeiras.
Erika Hilton, do PSOL, foi reeleita. Ela foi a segunda mais votada em São Paulo e a mulher com mais votos na história da disputa, com mais de 1,5 milhão de votos.
Nas redes sociais, a deputada afirmou que o resultado representa uma conquista coletiva:
“Se trata da quebra e da ruptura de paradigmas estruturais e sistêmicos contra a nossa presença, a nossa existência e o nosso corpo no mundo. E não só sobre nós, porque não é sobre mulheres trans, travestis ou apenas sobre a comunidade LGBTQIA+. É sobre um projeto de Brasil que inclua todas as pessoas.”
Na sequência, ficaram Sâmia Bomfim, do PSOL, com cerca de 583 mil votos; Kim Kataguiri, do Missão, com cerca de 520 mil; e Tabata Amaral, do PSB, com mais de 476 mil votos.
O número de mulheres passam de 13 para 16 entre os 70 deputados federais paulistas. Já a quantidade de deputados que se autodeclararam pretos ou pardos vai cair de dez para sete. E a representação indígena permanecerá em dois parlamentares.



