Brasileiro relata pânico e fuga de shopping durante forte terremoto no Panamá

O governo do Panamá ativou protocolos de emergência e esvaziou prédios em todo o país após um forte terremoto de magnitude 7,7 na tarde desta sexta-feira (9). Para o administrador de empresas brasileiro Eduardo Gomes, o susto aconteceu na hora do almoço, enquanto passeava com a esposa pela praça de alimentação de um shopping na capital panamenha.
“Tudo estava tranquilo até então. Daqui a pouco eu comecei a sentir como uma vibração no piso. Sabe aquela sensação de quando você está em cima da ponte e ela fica vibrando? Começou a aumentar e as pessoas começaram a correr. Eu olhei para o copo da minha mesa e a água já estava balançando”, relata o brasileiro, que está no país há duas semanas visitando o filho.
Diante do agravamento da vibração, a reação dentro do shopping foi de fuga imediata. “Uma família que estava do meu lado pegou a criança e começou a correr. Falei ‘nossa, um terremoto’, peguei a minha esposa pelo braço e saímos correndo junto com a multidão para a rua. Tinha gente caindo no chão no meio do caminho”, relembra Gomes.
Do lado de fora, a orientação das brigadas de emergência foi para que as pessoas ficassem longe das construções. O administrador conta que o cenário era tenso: “Todo mundo ali correndo, gritando também. Foi um momento bastante sensível para todos nós, ainda mais para mim, que nunca tinha vivido um terremoto”.
Após esperar cerca de uma hora do lado de fora do shopping por causa da vistoria estrutural do prédio, Eduardo e a esposa decidiram voltar para o apartamento da família para resgatar o cachorro de estimação. O trajeto, no entanto, foi dificultado pelo caos que tomou conta da Cidade do Panamá.
“Pegamos um trânsito violento na cidade, não conseguíamos chegar. Minha esposa teve que vir caminhando para poder chegar ao apartamento, porque ficamos preocupados com o cachorrinho. Eu fiquei no carro”, diz ele. O animal conseguiu ser retirado do prédio em segurança minutos depois.
Mesmo de dentro do veículo, parado no congestionamento, o brasileiro continuou sentindo os efeitos do abalo, já que o país registrou uma série de réplicas ao longo da tarde.
“O carro parado no trânsito e eu sentia que ele ficava balançando. Os prédios estão todos evacuados aqui, sem expectativa de voltar, porque o pessoal está fazendo vistoria e volta e meia dá outro tremor. Está meio instável ainda, mas graças a Deus está todo mundo muito bem”, conforta-se Eduardo.
Por conta da instabilidade prolongada, o principal aeroporto internacional panamenho também chegou a interromper os voos temporariamente. O Sistema Nacional de Proteção Civil do Panamá orientou os moradores a manter distância de estruturas danificadas. Um alerta de tsunami chegou a ser emitido pelo sistema de monitoramento dos Estados Unidos, mas o aviso foi retirado na sequência.



