Ato pró-Lula reúne milhares de pessoas e artistas na Praia de Copacabana, no Rio

Milhares de pessoas participaram, na tarde e na noite deste domingo (18), de um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Batizado de “Ato Musical pela Democracia”, o evento reuniu artistas e apoiadores da campanha do petista, com apresentações musicais e discursos em defesa da democracia.
Entre os artistas que se apresentaram estavam Caetano Veloso, Djavan, Xamã, Jorge Vercillo, Moacyr Luz, Duda Beat e Fernanda Abreu. O ato foi apresentado pelo humorista e ator Paulo Vieira, em um trio elétrico montado na altura do Posto 5, em Copacabana.
Para evitar que o evento fosse caracterizado como showmício, prática proibida pela Justiça Eleitoral, os organizadores não fizeram pedidos explícitos de voto. As palavras de ordem se concentraram na defesa da democracia, dos direitos das mulheres e dos jovens, da soberania brasileira e da liberdade.
A realização do evento foi autorizada pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Ricardo Villas Bôas Cueva, que negou um pedido do Partido Novo para barrar a manifestação. A legenda alegava que atos com artistas em diferentes capitais seriam comícios disfarçados, com financiamento de pessoas jurídicas para beneficiar Lula. Os organizadores informaram à Justiça Eleitoral que o evento não faz parte da agenda oficial da campanha e que parte dos custos será paga com recursos próprios.
Ao longo da manifestação, no entanto, o público entoou gritos favoráveis ao presidente Lula e contrários à anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O perdão aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes é defendido por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Um dos organizadores do ato, ao lado da empresária Paula Lavigne, Caetano Veloso fez um discurso em defesa da democracia e relembrou a repressão sofrida por artistas durante a ditadura militar iniciada em 1964. O cantor citou nomes como Gilberto Gil e Geraldo Azevedo, que foram perseguidos pelo regime.
“Nós estamos aqui para apresentar uma defesa da democracia contra esse tipo de coisa”, afirmou Caetano.
Caetano Veloso canta em ato pró-Lula
A manifestação também provocou transtornos no trânsito de Copacabana e nos acessos à Zona Sul do Rio. No início da noite, milhares de pessoas enfrentaram dificuldades para deixar a região.
A situação foi agravada pela chuva forte que atingiu a Zona Sul quando o evento já se encaminhava para o encerramento, dificultando ainda mais o retorno dos participantes para casa.



