Em evento nos EUA ao lado de Eduardo Bolsonaro, Milei reforça apoio a Milei e chama Lula de 'ditador comunista'

Em um evento em Washington, capital dos Estados Unidos, reunindo políticos de direita e extrema-direita da América Latina, o presidente argentino, Javier Milei, se encontrou com o irmão de Flávio e ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Durante declaração, ele defendeu, abraçado com Eduardo, que era a hora de derrotar o ‘ditador comunista Lula da SIlva’.
Além disso, ele comentou na declaração de quase 20 minutos sobre a relação com os Estados Unidos e defendeu vitória nas eleições de meio de mandato apoiando o governo Trump.
Milei chegou ao Jantar de Gala da Herança Hispânica acompanhado de sua irmã Karina, do ministro das Relações Exteriores Pablo Quirno e do embaixador Alec Oxenford. Eles estavam sentados na primeira fila do evento, que recebeu pouco mais de 200 convidados, os quais pagaram cerca de US$ 3.000 por um lugar no salão de baile do Auditório Andrew Mellon, no centro da cidade.
‘Em uma aliança histórica com o presidente Trump, decidimos ser um farol de liberdade para uma região que viveu por mais de duas décadas sob o jugo socialista. E nesta nova era, vale a pena lembrar o que está em jogo’, disse ele.
Milei afirmou que uma ‘doença esquerdista tem assolado nosso continente por décadas’. Mas agora, ‘os ventos da mudança sopram cada vez mais forte na América Latina. País após país, das urnas ao nosso governo, temos apoiado integralmente todos aqueles que se alinharam com o centro da liberdade em toda a América Latina, e os resultados têm sido retumbantes’.
Ele mencionou Equador, Bolívia, Honduras, Chile, Peru e Colômbia.
‘E agora, meu querido amigo Flávio Bolsonaro, que, com a força dos céus e ao seu lado, tenho certeza que se encontrará novamente diante do ditador comunista Lula da Silva em poucos dias’.
Ele acrescentou que ‘o dever de todos os presidentes latino-americanos é formar, juntamente com o presidente Trump, um verdadeiro escudo contra o socialismo para proteger o direito à vida, à liberdade e à propriedade em todo o continente americano’.
O presidente da Argentina, Javier Milei, e o senador Flávio Bolsonaro durante convenção do PL — Foto: Leco Viana/Thenews2/Agência O Globo
O deputado, que atualmente reside no Texas, foi condenado em junho pelo STF a quatro anos de prisão por pressionar os Estados Unidos a impor sanções contra membros do governo Lula e a aumentar as tarifas sobre o Brasil. Há poucos dias, em 8 de outubro, um juiz do Supremo Tribunal Federal ordenou sua prisão e deportação.
Netanyahu chama Brasil de ‘pequeno país’ e sinaliza ida a posse caso Flávio Bolsonaro seja eleito
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. — Foto: Abir SULTAN / POOL / AFP
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou o Brasil de ‘pequeno país’ e sinalizou uma vinda ao país para posse presidencial. Ele citou diretamente Flávio Bolsonaro e é próximo da família Bolsonaro e esteve na posse de Jair Bolsonaro em 2019.
Além disso, o premiê teve discussões públicas com o presidente brasileiro Lula, especialmente pelas críticas aos ataques israelenses contra Gaza.
Em discurso em Jerusalém durante inauguração da embaixada da Colômbia na cidade, nessa quarta-feira (14), ele citou governos alinhados na América Latina.
‘Os primeiros lugares que visitamos, Sara e eu, foram três países: Colômbia, Argentina e México. Foi uma ótima visita, com uma recepção muito amistosa em cada um desses países. E, aliás, um ano depois, fomos a um pequeno país chamado Brasil, para a posse do presidente Bolsonaro. Quem sabe? Talvez façamos isso novamente’, disse.
Além disso, Netanyahu comentou que os governos da região passaram por um período mais distante e que agora ‘algo extraordinário está acontecendo na América Latina’, completando que ‘tudo está voltando’.
Ao criticar os governos de esquerda do Brasil, Argentina, México e Colômbia, ele chamou o afastamento das relações com Israel de uma ‘aliança global woke’.



