Polícia prende dona de clínica de estética em Nova Iguaçu após morte e denúncias de procedimentos irregulares

A dona de uma clínica de estética foi presa em flagrante nesta quinta-feira (22) durante uma operação da Polícia Civil em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na clínica e na casa da proprietária, identificada como Camila Nunes Pereira Marinho. Na residência, também foram apreendidas caixas de medicamentos, ampolas e seringas.
Segundo as investigações, o local operava realizando procedimentos estéticos invasivos, que deveriam ser feitos por profissionais habilitados, em um hospital, mas estavam sendo feitos em um prédio comercial. Durante as buscas, os policiais apreenderam cânulas usadas em procedimentos de lipoaspiração, uma bomba de vácuo usada para a retirada de gordura corporal, além de outros materiais que vão passar por perícia.
A operação teve início depois que diversas pacientes relataram complicações envolvendo procedimentos no local. Em depoimento, uma das pacientes relatou ter passado por um procedimento chamado “hidrolifting”. Segundo ela, uma cânula foi introduzida para aspirar gordura do abdômen e, em seguida, injetá-la nos glúteos. A mulher afirma ter recebido sedativos e chegou a desmaiar três vezes durante o procedimento.
Remédio foram apreendidos na casa da dona da clínica — Foto: Reprodução
Ainda de acordo com o relato, ela teve diversas complicações e passou por um exame de corpo de delito, que constatou lesão corporal.
Os investigadores também encontraram publicações nas redes sociais e mensagens em grupos de WhatsApp nas quais as clientes relatavam sentir dores intensas durante os atendimentos. Os materiais apreendidos serão analisados, e a investigação continua para identificar outras possíveis vítimas. A reportagem da Rádio CBN tenta contato com a defesa de Camila Nunes Pereira Marinho.
A operação aconteceu um dia depois de uma ação contra outra clínica de estética em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Na ocasião, duas funcionárias foram presas em flagrante. A investigação apura a morte de três mulheres depois de procedimentos cirúrgicos na unidade. Além das mortes, mais de 30 pacientes da unidade já foram até a delegacia, relatando ter passado por situações de risco na unidade.



