janeiro 9, 2026

Sofás e colchões estão entre os itens mais retirados pela limpeza no Rio Pinheiros em 2025


Garrafas de plástico, embalagens de isopor, brinquedos, e até sofás e colchões. Esses são os objetos mais encontrados e retirados do Rio Pinheiros, o principal afluente do Tietê, durante os trabalhos de limpeza.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente do governo de São Paulo, em 2025, foram retiradas 44 mil toneladas de lixo flutuante ao longo dos 25 quilômetros do Rio Pinheiros.

A SP Águas, responsável por esse trabalho, disse que esse número é 14% maior em comparação com 2024, quando foram retirados 38 mil toneladas de resíduos.

Em três anos, a soma chega a 117 mil toneladas de lixo recolhido, em um trabalho de limpeza que já demandou cerca de 190 milhões de reais nesse período.

No Rio Tietê, os números de lixo flutuantes ainda não foram contabilizados, mas segundo a pasta, entre 2023 e 2025, o trabalho de desassoreamento do Tietê retirou quase 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Esse processo, que remove material sedimentado dos rios, também contribui com a limpeza, mas principalmente na capacidade dos rios de absorver as chuvas, o que ajudar a evitar enchentes.

O diretor da SP Águas, Nelson Lima, celebrou os números do ano passado, mas reforçou a importância do descarte correto do lixo:

“A gente sempre conta tanto com os municípios sendo eficientes na retirada do lixo, como com a população. Que ela obedeça as regras e a estratégia de retirada de lixo dos municípios, não jogue o lixo em qualquer lugar e seja essa parceira que a gente encontra em todos os trabalhos que a gente faz. Porque a integração dos poderes públicos com a sociedade é o que vai trazer cada vez mais rios melhores, rios mais limpos para toda a cidade de São Paulo.”

O diretor da SP Águas ainda disse para a CBN que para o próximo ano é previsto um investimento maior nesse trabalho com a licitação de uma Parceria Público-Privada para os serviços de desassoreamento e manutenção dos rios Tietê e Pinheiros.

O projeto prevê 15 anos de concessão, no qual estão previstos cerca de 9,5 bilhões de reais, e 12 municípios diretamente beneficiados.

O deputado estadual Paulo Fiorilo, do PT, no entanto, critica o que ele chama de alto investimento em um serviço que não traz os resultados esperados:

“O caso do Pinheiros se arrasta há anos com propostas que não são efetivamente exequíveis do ponto de vista do resultado. Eu acho que o governo precisa de fato buscar uma saída para que a gente possa ter uma solução para o caso do Pinheiros, que é gravíssimo. Infelizmente o gasto é alto e o resultado é baixo. Eu acho que o governo precisa buscar saídas – a PPP pode ser uma saída? Talvez sim. Mas ele precisa fazer um estudo sério do Pinheiros para poder ter resultados, o que a gente não tem visto.”

O deputado afirma ainda que apenas 76% do que estava orçado para a revitalização dos Rios Tietê e Pinheiros foram aplicados, e que para o orçamento de 2026, a previsão é de um investimento 18% menor, comparado com o ano passado, para as ações de revitalização.



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